Depois de um ano de 2025 “intenso”, nas palavras de Jorge Rebelo de Almeida, presidente da Vila Galé, 2026, 2027 e 2028 prometem não ficar atrás. São 12 os hotéis que estão já em andamento, seis deles em Portugal e a outra meia dúzia no Brasil, num total de 215 milhões de euros de investimento, referiu, no tradicional almoço de balanço do ano de 2025 e de divulgação de perspetivas para o ano corrente.

Em Portugal, o ano de 2027 deverá receber quatro unidades hoteleiras. O Vila Galé Collection Paço Real de Caxias, um investimento de 16 milhões de euros com 120 quartos, localizado em Oeiras. Já em Miranda do Douro nascerá, no segundo trimestre, o Vila Galé Collection Mirandum, que também resulta de um investimento de 16 milhões de euros, e oferecerá 100 quartos. A Golegã receberá 116 quartos, num investimento de 15 milhões de euros no Vila Galé Collection Tejo. E, por fim, no primeiro trimestre do próximo ano, Penacova também alojará um Vila Galé Collection, com um investimento de 14 milhões de euros para 84 quartos.
Já em 2028, os Açores vão ser alvo de mais um investimento do grupo português, desta vez na ordem dos 16 milhões de euros, para uma unidade Collection na Terceira. A grande novidade será um novo hotel na capital portuguesa, o Vila Galé Collection Lisboa, no Palácio Almada Carvalhais, um investimento da ordem dos 35 milhões de euros para uma unidade com 110 quartos, que irá homenagear o Tejo e o Fado.
No Brasil, as próximas aberturas também já estão marcadas, implicando um investimento de 103 milhões de euros no total. Assim, em novembro deste ano será a vez da primeira fase dos projetos Vila Galé Collection São Luís (51 quartos) e Vila Galé Collection Maranhão (43 quartos), cujas segundas fases ficarão concluídas em junho de 2027. Ainda em 2027, O Vila Galé Coruripe NEP Kids e o Vila Galé Collection Alagoas abrirão portas com 350 e 144 quartos, respetivamente. Por fim, em 2028, o mês de abril será a vez de Florianópolis receber uma unidade do grupo português, em Santa Catarina, com 309 quartos. E Em Minas Gerais, nascerão 312 quartos no Vila Galé Brumadinho.

Jorge Rebelo de Almeida afastou a possibilidade de investir em Moçambique, apesar de ser uma vontade do grupo marcar presença a norte deste país, mas a falta de estabilidade na região é um fator impeditivo. Quanto a mais oportunidades, admitiu ir fazer uma visita, na próxima semana, a Cabo Verde.
O presidente da Vila Galé não deixou de abordar ainda o problema do Aeroporto de Lisboa que impede a entrada dos mercados asiáticos, por exemplo, no nosso país. E defendeu a necessidade de “uma solução alternativa e intercalar” ao atual Aeroporto da Portela e à futura infraestrutura de Alcochete, dando o exemplo dos aeroportos do Brasil, uma realidade que conhece bem, que “não perdem negócio”. “É verdade que um aeroporto na cidade tem malefícios mas não sei se não deveria haver tolerância no sentido de deixar arrastar os slots” para outros outros horários, o que, na sua opinião, “melhoraria muito o funcionamento do aeroporto”. O empresário e fundador da Vila Galé também apoiou a ideia de haver uma fase intercalar, dentro de três anos, no futuro Aeroporto de Alcochete com um terminal simples e uma pista que pudesse receber, por exemplo, voos charter e low costs, a preços mais “simpáticos”, o que daria para “desanuviar” a infraestrutura da Portela.
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Por Inês Gromicho.


















































