
Termina hoje, no INATEL Caparica, o XXI Congresso da ADHP. Francisco Calheiros, presidente da CTP – Confederação do Turismo de Portugal, lembrou que um ano depois do último congresso nacional da Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, altura em que o país se encontrava num clima de alguma incerteza devido às recentes eleições, voltamos a deparar-nos com um período de incerteza política, isto quando o país enfrenta vários desafios internos e internacionais. Mas, ainda assim, destacou o responsável, “o turismo resiste, mesmo apesar das instabilidades”. E adianta: “Portugal não perde turistas”, com o turismo a crescer em todas as regiões. Para o dirigente associativo, perspetiva-se que 2025 possa ser “um ano igual ou ainda melhor que 2024”, pois o país continua a ser atrativo pela sua diversidade e pelo facto de quem nos visita se sentir seguro. Por isso, Francisco Calheiros não tem dúvidas: “O turismo será, mais uma vez, um fator de sustento da economia”.
Na sessão de abertura do congresso, e perante uma plateia de hoteleiros e profissionais ligados ao setor, o orador frisou que “o pensamento positivo deve continuar a ser aquele que nos move”, apontando que “os diretores de hotéis podem continuar a sorrir” pois “têm tido um trabalho de excelência e de resiliência. Lembrando que os hotéis têm de estar preparados para permanecerem concorrenciais, com uma permanente atualização de conhecimento por parte de quem trabalha na indústria, Francisco Calheiros não hesitou em dizer que “os diretores de hotéis continuam a dar provas da sua competência, tendo sempre o turista como seu principal foco”.
O presidente da CTP recordou ainda que são vários os desafios que estes profissionais, e outros do setor do turismo, vão continuar a ter pela frente, como a questão das acessibilidades, sobretudo ao nível do novo aeroporto de Lisboa e de uma linha férrea mais moderna, ou ainda a solução para a TAP e a carga fiscal. E a verdade é que “muito irá atrasar por causa do atual momento político do país”, acredita o responsável, desejando que a situação se resolva de uma forma célere para que os dossiers em curso não sejam bloqueados.
No entanto, Francisco Calheiros admite estar “preocupado com a governabilidade do país”, acreditando que “esta intranquilidade” não vá resolver-se em dois meses, e defendendo uma maioria governativa que “ao que tudo indica, não vai acontecer”. Para o responsável, o país, e o turismo, precisam de estabilidade.
Por Inês Gromicho, no XXI Congresso da ADHP.



















































