Por Catarina Figueira, diretora de Comunicação e Marketing CCB
Cosmopolita e vibrante. Eclético e surpreendente. Criativo e irreverente. Casa de artistas com créditos firmados e de talentos emergentes, do que é português e do que é do mundo, o Centro Cultural de Belém (CCB) é uma instituição cultural de referência em Portugal e no mundo e tem sido nas últimas três décadas um importante espaço de encontro de pessoas, ideias e culturas.
As suas duas salas de espetáculos acolhem as produções mais formais, mas não é raro os espaços exteriores do edifício desenhado por Vittorio Gregotti e Manuel Salgado serem animados por mercados, concertos e tertúlias que, seguindo um formato mais descontraído, têm colhido uma boa recetividade do público. Qualquer que seja a sua natureza, todas as iniciativas do CCB concorrem para o desígnio que levou à sua construção, em 1993: a promoção da cultura, nas suas múltiplas vertentes, desde a música ao teatro, passando pela dança, cinema, arquitetura e exposições.
“Um Chão Comum” foi o mote escolhido para a temporada 2022-2023, alertando-se assim para a necessidade de um terreno de união nesta diversidade que carateriza o tempo em que vivemos e fomentando-se o diálogo entre disciplinas artísticas e diferentes formas de entender o mundo.
Os turistas – nacionais e estrangeiros – que visitam o CCB constituem uma fatia significativa do número total de entradas e o cruzamento de diferentes latitudes dá vida, diariamente, a todos os seus espaços, exteriores e interiores.
A abertura a breve-prazo do novo Museu de Arte Contemporânea, de reputação internacional, será para muitos dos que escolhem Lisboa para uns dias de férias a razão da escala em Belém. É por isso fundamental a existência de uma estratégia estruturada de captação deste segmento de público e que a oferta artística e de serviços do CCB corresponda – ou, idealmente, supere – as suas expetativas. O Relatório de Estudo de Públicos solicitado pela Administração da Fundação CCB a uma empresa externa em março deste ano, quando se completam 30 anos de atividade do CCB, ajudará nessa missão.
A empreitada de expansão e construção dos módulos IV e V – que se encontra em vias de ser retomada – fará cumprir o projeto inicial de Gregotti e Salgado, que contemplava uma unidade hoteleira e um centro de serviços e comércio. A obra permitirá fixar um número substancial de turistas no complexo do CCB, esperando-se que estes beneficiem também das parcerias entretanto estabelecidas com outros equipamentos de interesse histórico e cultural em Belém, como o Mosteiro dos Jerónimos ou o Museu Nacional de Arqueologia.
Resultado dos desafios financeiros que o CCB tem enfrentado ao longo dos anos, o Centro de Congressos e Reuniões (CCR) é hoje também um importante player no mercado da organização de eventos e de aluguer de espaços, reunindo a preferência de empresas de topo – algumas multinacionais – e parceiros institucionais, que escolhem este venue para a realização das suas iniciativas. Também o CCR é neste momento um Chão Comum a diferentes projetos e nacionalidades que, acreditamos, serão sempre os melhores embaixadores da “boa experiência CCB”.
Uma Cidade Aberta, o lugar da cultura e de todas as artes, para todas as pessoas. Este é, sem dúvida, o grande desígnio do CCB para os próximos 30 anos.
*Este artigo foi publicado na edição 344 da Ambitur.






















































