Em março de 2024, o setor do alojamento turístico registou 2,3 milhões de hóspedes (+12,2%) e 5,7 milhões de dormidas (+12,8%), gerando 405,8 milhões de euros de proveitos totais (+20,1%) e 303,3 milhões de euros de proveitos de aposento (+21,1%), revela hoje o INE.
O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 50,1 euros (+15,2%) e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 96,9 euros (+11,7%). O ADR atingiu os valores mais elevados na Grande Lisboa (129,5 euros) e na RA Madeira (97,1 euros).
Em março, o município de Lisboa concentrou 23,2% do total de dormidas (11,4% do total de dormidas de residentes e 27,9% de não residentes). Entre os municípios com maior representatividade no total de dormidas em março, destacaram-se Lagoa e Portimão, pelos crescimentos mais expressivos, +45,6% e +19,8%,
respetivamente.
No 1º trimestre de 2024, as dormidas atingiram 13,5 milhões e registaram um crescimento de 7,1% (+3,9% nos residentes e +8,7% nos não residentes), a que corresponderam aumentos de 15,0% nos proveitos totais e de 15,2% nos de aposento.
Considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), registaram-se 2,4 milhões de hóspedes e 6,1 milhões de dormidas em março, correspondendo a crescimentos de 12,2% e 12,9%, respetivamente. As dormidas de residentes aumentaram 10,9% e as de não residentes cresceram 13,8%.
Estes resultados foram influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, pelo efeito do período de férias associado à Páscoa, que este ano se repartiu entre março e abril, enquanto no ano anterior se concentrou apenas em abril.
Proveitos cresceram em todas as regiões
Os proveitos totais cresceram 20,1% em março (+13,1% em fevereiro), atingindo 405,8 milhões de euros. Os proveitos de aposento aumentaram 21,1% (+12,9% em fevereiro), ascendendo a 303,3 milhões de euros.
A Grande Lisboa foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos (36,0% dos proveitos totais e 38,2% dos proveitos de aposento), seguida do Algarve (18,4% e 17,1%, respetivamente) e do Norte (15,8% e 16,2%, pela mesma ordem).
Todas as regiões registaram crescimentos nos proveitos, com os maiores aumentos a ocorrerem no Centro (+37,4% nos proveitos totais e +34,8% nos de aposento), no Alentejo (+33,0% e +32,2%, respetivamente) e no Oeste e Vale do Tejo (+28,9% e +30,4%, pela mesma ordem).
Em março, registaram-se crescimentos dos proveitos nos três segmentos de alojamento. Na hotelaria, os proveitos totais e de aposento (pesos de 87,3% e 85,4% no total do alojamento turístico, respetivamente) aumentaram 19,3% e 20,5%, pela mesma ordem.
Nos estabelecimentos de alojamento local, registaram-se aumentos de 21,1% nos proveitos totais e 19,2% nos proveitos de aposento (quotas de 9,3% e 11,1%, respetivamente).
No turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 3,4% nos proveitos totais e de 3,5% nos de aposento), os aumentos foram mais expressivos, atingindo 39,0% e 45,7%, respetivamente.
No 1º trimestre de 2024, os proveitos totais cresceram 15,0% e os relativos a aposento aumentaram 15,2% (+15,4% e +16,4%, pela mesma ordem, no 4º trimestre de 2023), em resultado do crescimento de 7,1% das dormidas neste período (+3,9% nos residentes e +8,7% nos não residentes). Neste trimestre, os proveitos totais atingiram 912,7 milhões de euros e os relativos a aposento ascenderam a 670,5 milhões de euros.
Crescimento dos rendimentos médios por quarto ocupado (ADR) e por quarto disponível (RevPAR) acelerou
No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 50,1 euros em março, registando um aumento de 15,2% face ao mesmo mês de 2023 (+4,7% em fevereiro).
Os valores de RevPAR mais elevados foram registados na Grande Lisboa (90,6 euros) e na RA Madeira (71,9 euros), tendo os maiores crescimentos ocorrido no Centro (+28,3%), no Alentejo (+26,4%) e no Oeste e Vale do Tejo (+23,1%).
Em março, este indicador cresceu 16,9% na hotelaria (+5,7% em fevereiro) e 32,2% no turismo no espaço rural e de habitação (+8,7% em fevereiro). No alojamento local, registou-se um crescimento mais modesto, de 5,1% (-1,0% em fevereiro).
No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 96,9 euros (+11,7%, acelerando 5,6 pontos percentuais (p.p.) face a fevereiro).
A Grande Lisboa destacou-se com o valor mais elevado de ADR (129,5 euros), seguida pela RA Madeira (97,1 euros).
Todas as regiões registaram crescimentos neste indicador, com os maiores aumentos a ocorrerem na Península de Setúbal (+16,6 %), no Centro (+15,6%) e no Algarve (+15,4%).
Em março, o ADR cresceu 12,6% na hotelaria (+6,6% em fevereiro), 5,3% no alojamento local (+2,0% em fevereiro) e 14,7% no turismo no espaço rural e de habitação (+9,2% em fevereiro).
No 1º trimestre de 2024, o RevPAR atingiu 39,8 euros (+9,0%) e o ADR 89,1 euros (+8,9%).
Os valores de ADR mais elevados no 1º trimestre verificaram-se na AM Lisboa (116,1 euros) e na RA Madeira (89,8 euros). Os maiores aumentos registaram-se no Algarve (+13,6%), na Península de Setúbal (+11,2%) e no Centro (+10,1%).
Dormidas de não residentes cresceram nos principais municípios.
Do total de 5,7 milhões de dormidas (+12,8%) nos estabelecimentos de alojamento turístico, 61,7% concentraram-se nos 10 municípios com maior número de dormidas em março.
O município de Lisboa concentrou 23,2% do total de dormidas, atingindo 1,3 milhões (+8,8%, após +8,2% em fevereiro), com o contributo das dormidas de não residentes (+11,1%), dado que as dormidas de residentes decresceram 3,4%. Este município concentrou 27,9% do total de dormidas de não residentes em março. O Funchal foi o segundo município em que se registaram mais dormidas (515,3 mil dormidas, peso de 9,0%), tendo sido, entre os principais, o que registou um crescimento mais modesto (+2,8%, após +4,4% em fevereiro).
Para este crescimento, contribuíram as dormidas de não residentes (+6,2%), dado que as dormidas de residentes diminuíram 14,7%.
No Porto, as dormidas totalizaram 486,0 mil (8,5% do total), acelerando para um crescimento de 14,6% (+1,2% nos residentes e +17,5% nos não residentes).
Considerando os 10 municípios com maior número de dormidas em março, em todos eles as dormidas de não residentes superaram as dos residentes.
Lagoa destacou-se entre os 10 principais municípios, apresentando um crescimento de 45,6%, com contributos expressivos das dormidas de residentes (+35,8%) e de não residentes (+47,5%). O município de Portimão
registou um crescimento de 19,8%, apresentando evoluções das dormidas de residentes e de não residentes superiores à média nacional (+14,1% e +21,3%, respetivamente).
Neste grupo, há ainda a registar decréscimos nas dormidas de residentes em Ponta Delgada (-5,8%) e Cascais (-3,2%). Em sentido contrário, Albufeira destacou-se pelo crescimento expressivo das dormidas de residentes (+37,4%)
No 1º trimestre de 2024, Lisboa registou 3,2 milhões de dormidas (23,9% do total), que se refletiram num crescimento de 5,2% (-5,3% nos residentes e +7,4% nos não residentes). No município do Funchal ocorreram 1,4 milhões de dormidas (+1,0%; -13,7% nos residentes e +3,7% nos não residentes), enquanto no Porto se registaram 1,1 milhões (+10,7%; +1,8% nos residentes e +13,0% nos não residentes).






















































