A Ambitur.pt volta a oferecer-lhe esta rubrica inteiramente dedicada à Rota Vicentina com o intuito de convidar os nossos leitores a embarcarem numa viagem pelo Sudoeste e a conhecerem de perto o que é possível ver e viver nesta região. E quem melhor do que os empresários locais para mostrarem o que a Rota Vicentina tem de melhor? Falamos desta vez com Paulo Palhota, fundador da Farol Discover.
Como se descreve, na primeira pessoa, o proprietário da empresa?
O meu nome é Paulo Palhota, fundador da Farol Discover, mas acima de tudo sou alguém que adora viajar, estar ao ar livre e conhecer pessoas. Sou licenciado em geografia com pós-graduação em “hospitality management” pelo Les Roches Marbella. Trabalho no turismo há vários anos, mas foi em 2016 que comecei a guiar tours na Rota Vicentina e percebi que este era o meu caminho. Morei em diferentes países da Europa à América do Sul e este espírito aventureiro tem-me levado a conhecer e conectar com muitos dos viajantes que recebemos. Gosto de criar relações, de partilhar histórias e de fazer com que cada pessoa que nos visita se sinta verdadeiramente parte deste lugar.
Que tipo de atividade desenvolve?
A Farol Discover organiza caminhadas guiadas (em grupo ou individualmente) e autoguiadas pela Rota Vicentina. No fundo, ajudamos as pessoas a descobrir esta região de forma autêntica, a um ritmo tranquilo, ligando-se à natureza e às comunidades locais. Além dos trilhos, damos todo o suporte necessário para que a experiência seja sem preocupações – desde o planeamento do percurso até ao acompanhamento durante a viagem.
Como surgiu o interesse em explorar este negócio? O que esta região tem de tão especial?
Sempre adorei viajar e conhecer sítios novos, e foi isso que me levou a trabalhar em turismo. Quando regressei a Portugal em 2013 percebi que esta região tinha tudo aquilo que me apaixona: natureza no seu estado mais puro, a força do mar, as praias selvagens, uma cultura rica e uma forma de vida simples e genuína. No entanto, a minha entrada na Rota Vicentina deu-se apenas com o pedido de um operador turístico alemão que necessitava de um guia local para acompanhar alguns grupos. Fui fazer uma formação no sul da Alemanha e daí até criar a empresa foi um “pequeno” passo.
Como contribui a Rota Vicentina para o desenvolvimento turístico da região?
A Rota Vicentina trouxe uma nova dinâmica ao turismo no Sudoeste de Portugal. Graças a ela, muitas aldeias e pequenos negócios têm hoje um fluxo de visitantes que antes não existia. O mais importante é que com a criação desta associação foi possível garantir um turismo de qualidade, que protege os trilhos e os locais, feito para pessoas que querem realmente conhecer a região e respeitam a sua autenticidade. Isso faz com que o impacto seja positivo para todos – para quem visita e para quem vive aqui.
O que há de diferente na atividade de acolhimento/prestação de serviços aos turistas?
Na Farol Discover, o nosso foco é criar experiências próximas e personalizadas. Como trabalhamos com grupos pequenos e acompanhamos os clientes de perto, conseguimos adaptar as experiências ao que cada um procura. Para além das caminhadas, adicionamos experiências como terapia do som, passeios a cavalo, participação em workshops de gastronomia, olaria, medronho, etc.
Qual a experiência que pretendem proporcionar aos vossos clientes? Que serviços vos distinguem?
O que nos distingue é o conhecimento que temos da região, mas também do cliente e da cultura dos países de onde são provenientes. Ou seja, saber fazer a ponte entre a oferta local e o cliente alemão ou austríaco, que não tem a mesma expectativa que um cliente americano ou irlandês, por exemplo. Fazemos um acompanhamento personalizado e com atenção ao detalhe, garantindo que cada cliente tenha exatamente a experiência que procura.
De que forma se relaciona a atividade/produto/serviço com a região?
A nossa atividade só faz sentido porque está totalmente enraizada na Rota Vicentina. Os trilhos que percorremos seguem caminhos históricos, colaboramos com alojamentos familiares e negócios locais, e incentivamos práticas de turismo sustentável.
Da vossa oferta, se tivesse que eleger uma atividade/produto qual seria o que melhor reflete a identidade da região?
Sem dúvida, a mistura entre etapas do Caminho Histórico e do Trilho dos Pescadores. Caminhar ao longo da costa, com o Atlântico sempre ali ao lado, é uma experiência única, mas o coração da região está nas aldeias, vilas e nas gentes que fazem parte dela. É a essência do Sudoeste de Portugal – autêntico, bonito e cheio de história.























































