Durante a FITUR, que se realizou de 21 a 25 de janeiro em Madrid, António Lacerda, Diretor-Executivo na Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA), confirmou ao Ambitur.pt que o mercado espanhol continua a ser o principal mercado externo para a região. A participação neste evento serviu não só para reforçar esta relação estratégica, como também para afirmar o Alentejo num contexto cada vez mais global.

“O mercado espanhol é o nosso principal mercado e, de todas as regiões portuguesas, o Alentejo é aquela que mais cresce para o mercado espanhol”, afirmou António, acrescentando que a FITUR revelou-se igualmente uma oportunidade para contactos além do espaço ibérico: “esta feira cada vez mais se assume não como uma feira ibérica, mas como uma feira mundial”, referiu, destacando reuniões realizadas com operadores turísticos do Brasil, de Itália e da Alemanha.
Ainda assim, o mercado espanhol mantém-se central na estratégia promocional, sobretudo pela proximidade geográfica e pela evolução do perfil do visitante. Segundo António Lacerda, o turista espanhol está a descobrir novas dimensões da região: “se há uns anos era basicamente um visitante de beira-mar, agora começa a descobrir que há um outro Alentejo, um Alentejo interior, mais qualificado”, explicou, acrescentando também que a duração média das estadias “está a crescer”.
A FITUR foi também o palco escolhido para preparar campanhas dirigidas especificamente ao público espanhol, com especial atenção aos períodos de maior procura: “já aprovámos as peças da campanha e ela vai ser lançada a tempo de influenciar ainda a Semana Santa”, revelou o responsável, que ainda descreveu este mercado como “muito impulsivo na maneira como compra” – o que obriga a uma estratégia bem calibrada em termos de timing e impacto.
Assim, a promoção do Alentejo assenta numa visão integrada do território, que procura equilibrar litoral e interior. “Nós não somos só litoral, somos um mosaico muito diversificado”, afirmou António Lacerda, defendendo uma distribuição mais equilibrada da atividade turística: “temos de olhar para os sítios onde o copo está a meio e tentar verter mais água nesses locais”, disse, numa metáfora para a necessidade de combater as assimetrias regionais.
A acessibilidade é outro fator determinante para o mercado espanhol. A proximidade aos aeroportos de Lisboa e de Faro tem facilitado a chegada de visitantes, com Faro a ganhar crescente relevância, porque os turistas optam cada vez mais pelas soluções “mais fáceis e mais rápidas”.
Com uma oferta que cruza turismo de natureza, enoturismo e experiências diferenciadoras, o Alentejo sai da FITUR com expectativas positivas. “Levamos daqui muitas boas coisas”, concluiu o responsável, confiante de que o mercado espanhol continuará a desempenhar um papel-chave na afirmação internacional da região.
Por Diana Fonseca, na FITUR, Madrid


















































