Uma formação em sustentabilidade é hoje fundamental para enfrentar o futuro do planeta e da sociedade, bem como para a criação de uma linha de ação estratégica para a sobrevivência, adaptação e evolução das organizações. É o que defende Carlos Diez de La Lastra, CEO da Les Roches, que sublinha que “na Les Roches queremos ser a alavanca da mudança, implementando iniciativas e programas académicos baseados na sustentabilidade”.
Recordando que a educação tem um papel essencial na construção de uma indústria turística forte, capaz de cimentar sociedades mais empenhadas e igualitárias, que é a base do turismo sustentável, o responsável adianta que enquanto instituição de ensino, “temos a oportunidade de trabalhar e educar as novas gerações sobre os desafios que enfrentamos e as suas soluções”.
Assim, a Les Roches integrou a sustentabilidade no seu currículo académico e no estilo de vida que incute aos seus estudantes. Logo em 2013 introduziu o primeiro curso especializado no tema, e a sustentabilidade, responsabilidade social empresarial e ética fazem hoje parte de quase todos os programas da instituição. Os mestrados, por exemplo, estão alinhados com o desenvolvimento sustentável e têm disciplinas específicas.
No ano passado, a Les Roche deu mais um passo e fez do desenvolvimento sustentável uma disciplina académica de especialização, um programa com uma componente teórica mais forte que, diz Carlos Diez de La Lastra, “tem tudo grande procura por parte da geração mais jovem”.
O gestor explica ainda que, como empresa, a Sommet implementou um plano de sustentabilidade que visa, entre outras metas, reduzir a sua pegada de carbono. E os estudantes dispõem já de carregadores e veículos elétricos para uso partilhado no campus de Marbella.
Consciente de que “o turismo sustentável já não é apenas um compromisso, mas uma realidade escolhida por milhões de viajantes”, Carlos Diez de La Lastra acredita que Portugal “é um país empenhado”, e que as empresas estão cada vez mais conscientes da necessidade de implementar medidas que ativem a sustentabilidade. É verdade que se trata de processos complexos mas “o compromisso está aí e o reconhecimento também”.
Por Inês Gromicho, publicado na edição 343 da Ambitur.






















































