Durante o almoço anual de associados da AHP (Associação da Hotelaria de Portugal), que decorreu esta segunda-feira, 12 de janeiro, em Lisboa, Miguel Pinto Luz, Ministro das Infraestruturas e da Habitação, respondeu a alguns desígnios deixados pelo Presidente da associação, Bernardo Trindade – entre eles a situação do aeroporto de Lisboa, a privatização da TAP e a condição de mobilidade das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
Garantindo que o seu Governo está a “pensar de forma integrada” na área das infraestruturas e que “desde logo houve uma mudança de paradigma em relação ao passado”, começou por destacar que a decisão sobre o novo aeroporto de Lisboa está tomada e que não se pode voltar atrás, e por isso “estamos profundamente convictos que os prazos são para cumprir e que vamos ter um aeroporto em 2034”.
“Pela primeira vez há um grande consenso político partidário à volta desta visão” e acabou-se “o tempo dos adiamentos”, frisou Miguel Pinto Luz, acrescentando que “a ANA tem que cumprir os prazos e está a cumprir” e ainda que acredita que todos os processos necessários estarão fechados até janeiro de 2028.
Até lá, os portugueses e o turismo terão de se contentar com as obras que estão a ser feitas no Aeroporto Humberto Delgado, as quais, assegurou o Ministro, aumentarão as mangas no terminal 1 e, por conseguinte, permitirão a chegada de mais turistas à capital. Além disso, destacou a funcionalidade e o potencial de crescimento do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.
Privatização da TAP à vista
Miguel Pinto Luz deixou clara a ambição de até ao verão deste ano se tomar a decisão do comprador de 49,9% da capital da TAP, relembrando que “temos os três maiores grupos europeus na corrida”.
“Terminado o prazo dos 90 dias para as propostas não vinculativas, teremos já valores e teremos uma oportunidade de analisar e, baseando-nos num relatório da parpública, poder tomar a decisão para as propostas vinculativas”, explicou ainda o Ministro das Infraestruturas.
Rodovia e ferrovia na maré da progressão
Referindo que nos anos 2000 “ficou um país por concluir”, Miguel Pinto Luz confirmou o desígnio do Governo em reforçar a rodovia portuguesa, começando pela integração de autoestradas no distrito de Portalegre e na ligação de Beja a Sines, que comporta o maior porto comercial do país, além da transformação do IP3 integralmente em perfil de autoestrada, “algo que andávamos há 30 ou 40 anos para decidir”. Será feita ainda a transformação do IC31 em autoestrada, que permitirá ligar mais rapidamente a capital a Espanha. ” Estamos a falar de um investimento de mais de 4 mil milhões de euros no total, que fecha este território rodoviário que estava por terminar”, afirmou o Ministro.
Do lado ferroviário, “estamos a concluir a identificação da linha do Algarve, a linha do Oeste, estamos a fazer todos os investimentos de modernização da linha do Norte” e existe convicção que a ligação Lisboa-Madrid em três horas estará concluída nos prazos estabelecidos. Estão ainda em progresso outras obras para melhorar os acessos pela ferrovia.
Subsídio Social de Mobilidade não deixa açorianos e madeirense de fora
Por fim, Miguel Pinto Luz garantiu que “descemos todas as tarifas do Subsídio Social de Mobilidade” e que nenhuma pessoa dos Açores ou da Madeira foi deixada de fora. Além disso, foi criado um portal que permite os reembolsos com maior brevidade, excluindo pessoas com dívida ao Estado (Finanças ou Segurança Social).
Afirmou ainda que o Governo está a “trabalhar no sentido de que cada madeirense ou cada açoriano não tenha que avançar ou adiantar um valor para depois ser ressarcido”, mas que “ainda não o conseguimos fazer. Porquê? Por causa das companhias e por causa das relações entre o Estado e os privados que muitas vezes não são as melhores e que, portanto, não há confiança entre as partes”.
Por Diana Fonseca


















































