Numa primeira análise ainda não profunda à proposta de Orçamento do Estado apresentada ontem pelo Governo, a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) destaca o facto de, pelo segundo ano consecutivo, o Governo promover um alívio fiscal, quer para os contribuintes quer para as empresas, “o que é positivo, mas dá uma estreita margem de manobra ao Governo para poder levar a cabo alguns investimentos necessários”, refere Francisco Calheiros, presidente da CTP.
A CTP espera que através deste Orçamento do Estado o Governo dê uma grande prioridade à Reforma Administrativa, que é essencial para Portugal ter um Estado mais moderno e eficiente, o que permite às empresas ter menos custos de contexto e aumentar a sua produtividade.
“Por exemplo, há verbas para programas como o “Acelerar a Economia” que demoram a chegar às empresas devido às questões burocráticas existentes que têm de deixar de ser um entrave ao crescimento económico”, afirma Francisco Calheiros.
Por outro lado, o presidente da CTP destaca que em relação a temas orçamentais que dizem respeito diretamente ao setor do Turismo, “a CTP espera ver neste Orçamento do Estado, quando analisado mais ao pormenor, por exemplo um reforço das verbas para a promoção turística; os investimentos necessários para o novo aeroporto da região de Lisboa, assim como para o desenvolvimento e modernização da ferrovia”.
Face à atual conjuntura internacional, a CTP sublinha que é necessário medir o impacto que os aumentos das verbas para a Defesa vão ter em termos orçamentais, ou seja, que consequências poderão ter no investimento público em outras áreas estratégicas para o país.






















































