Saber como estão as empresas do setor do turismo a reagir à atual crise provocada pela pandemia da Covid-19, o que já implementaram e o que mais preocupa os empresários são os objetivos da Ambitur.pt.
Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador da Vila Galé, admite que “foi absolutamente necessário recorrer ao lay-off como forma de minimizar os impactos”, sendo que o grupo também aderiu ao teletrabalho. Este momento tem sido aproveitado não só para refletir como também para lançar novas áreas de negócio, como o take away e uma pequena mercearia física em alguns hotéis da cadeia, a qual deverá ser lançada em breve também online.
O responsável esclarece que, embora os hotéis estejam fechados, “a empresa continua operacional e funcional”, o que significa que a manutenção das infraestruturas está assegurada, bem como o atendimento aos clientes, individuais ou corporate. Também a área do apoio social, na formação dos recursos humanos e na definição de estratégias e planos de ação futuros não está parada na Vila Galé.
Gonçalo Rebelo de Almeida reconhece que, enquanto não surgir uma vacina ou tratamento eficaz para a Covid-19, a incerteza será inevitável e “teremos de estar preparados para alguma instabilidade que necessariamente se refletirá no turismo e na hotelaria”. A este nível, o gestor aponta como principais preocupações os constrangimentos do transporte aéreo e as limitações de viagens entre países, bem como “o natural receio de viajar e até do contacto social e a expectável perda de poder de compra dos consumidores.
O administrador da cadeia hoteleira portuguesa indica que “desde que esta crise começou que estamos a pensar no futuro”, a vários níveis. Num primeiro momento, o grupo teve de se adaptar de modo a garantir “todo o conforto de quem ainda estava alojado” nas suas unidades; depois, adequou a operação dos hotéis que ficaram abertos para apoiar os profissionais de saúde. Neste momento, “estamos a preparar-nos a nível operacional para cumprir todas as regras sanitárias de modo a estarmos prontos quando chegar a hora de reabrir e assegurar a segurança de colaboradores, clientes e fornecedores”. Além disso, “estamos a reformular e a otimizar estratégias de marketing e vendas, a aperfeiçoar-nos no âmbito das tecnologias da informação, da digitalização e do funcionamento dos serviços centrais e administrativos, a adaptar os nossos modelos de negócio e a nossa oferta e a tentar inovar apesar da conjuntura”, sublinha Gonçalo Rebelo de Almeida.



















































