AHETA: “Taxa média de ocupação baixou mas vendas subiram”

AHETA: “Taxa média de ocupação baixou mas vendas subiram”

A Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos no Algarve (AHETA) acaba de divulgar o trabalho sobre os diversos indicadores que condicionaram o ano turístico de 2018, bem como as perspetivas para 2019.

No site da AHETA verifica-se que, no ano passado, a taxa de ocupação dos hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve foi de 63,4 por cento em 2018, menos 1,1 por cento do que no ano anterior, tendo o volume de negócios subido 3,8 por cento no mesmo período.

Quanto aos estabelecimentos hoteleiros e turísticos do Algarve registados oficialmente, receberam 4,126 milhões de hóspedes, dos quais mais de 3 milhões estrangeiros e 1,1 milhões nacionais, correspondendo a 20,3 milhões de dormidas.

O Algarve recebeu ainda 1,26 milhões de estrangeiros que não pernoitaram em empreendimentos classificados oficialmente.

O RevPar (rendimento por quarto disponível) subiu 3,3 por cento, situando-se nos 55,1 euros, tendo o alojamento sido responsável por cerca de 790 milhões de euros e a facturação bruta total ascendido a 1,080 milhões de euros.

Perspetivas para 2019

A AHETA considera que para 2019, as previsões apontam para um aumento do volume de negócios na ordem dos 2 por cento, tendo os preços subido 1,5 por cento em média. A situação financeira das empresas deverá manter-se nos níveis de 2018, enquanto os resultados líquidos deverão melhorar ligeiramente.

Destaque para as quedas de 6 por cento do principal mercado fornecedor de turistas, o Reino Unido, assim como dos mercados Irlandês (-8,5%) e holandês (-3,5%). O mercado francês assumiu-se, definitivamente, como o 6º mais importante da região com um share de 4,9% das dormidas totais.

O aumento da procura dos mercados com fraca expressão individual contribuiu para esbater as quebras verificadas nos mercados emissores mais importantes, incluindo o aumento da procura dos nacionais que atingiram 22,2% das dormidas registadas durante o ano.

O Reino Unido, voltou a descer 6 por cento, depois de em 2017 já ter registado uma quebra de 8,5%, uma consequência directa do Brexit e da desvalorização da libra esterlina face ao euro.

O golfe turístico acompanhou a tendência verificada no alojamento, baixando 1,1 por cento no número de voltas comercializadas. Em 2018, os campos de golfe do Algarve comercializaram 1,347 milhões de voltas, tendo a média de voltas por campo sido de 35,447 mil, o segundo melhor registo desde 2010.