Novas rotas dos EUA e mercado de Angola impulsionam segmento corporate na TAP

Novas rotas dos EUA e mercado de Angola impulsionam segmento corporate na TAP

Alexandra Galhardo

Depois de um primeiro semestre com “resultados genericamente positivos” no que ao segmento corporate diz respeito, a TAP está otimista relativamente ao segundo semestre do ano, aguardando com “expectativa a recuperação da situação económica do Atlântico Sul”. Isso mesmo afirmou à Ambitur Alexandra Galhardo, responsável da área Corporate da companhia aérea portuguesa, não deixando de recordar que os fatores que mais contribuíram para o bom desempenho entre janeiro e junho de 2019 foram a abertura das novas rotas dos Estados Unidos bem como a performance do mercado de Angola.

Além disso, indica ainda como elemento mais relevante dos primeiros seis meses do ano a entrada em operação dos novos A330neo e A321LR. “Trata-se de aviões de última geração, a nova classe executiva está equipada com a tecnologia mais avançada, as cadeiras são full flat de última geração, permitindo o descanso e o conforto de uma verdadeira cama, os novos edredons substituem as anteriores mantas, a disponibilização do wifi e mensagens gratuitas são elementos fundamentais para o passageiro de negócios”, sublinha.

TAP Corporate: crescimento em Portugal
Neste momento o produto com maior crescimento no mercado português no que diz respeito ao segmento corporate é o TAP Corporate, onde a empresa tem já 13 mil empresas registadas, adianta Alexandra Galhardo. Em Portugal, registou 1.535 adesões até agosto deste ano, o que equivale a um crescimento de 115%, sendo que em Espanha o aumento foi de 32% com 90 novas adesões e o Brasil registou 300 novas empresas, um número equivalente ao ano anterior.

O TAP Corporate abrange já praticamente todos os mercados onde existe tráfego corporate, nomeadamente EUA; Brasil, Angola e rede europeia (Espanha, França, Alemanha, Suíça, Benelux, Países Nórdicos…). Em fase de conclusão está o Canadá, Israel, Irlanda e Reino Unido, garante a responsável por esta área na TAP.

Além disso, o programa conta com um segundo segmento adicionado em Portugal, o qual apresenta um “nível de cashback mais atrativo para as empresas que voam mais que 65k€ por ano com a TAP”, refere. O cliente pode usar parte do seu saldo para obter desconto quando o utiliza para pagar a sua próxima viagem. “O objetivo destas alterações é essencialmente adicionar valor ao produto e torná-lo mais atrativo”, reconhece Alexandra Galhardo.

E os resultados no tapcorporate.com “são muito positivos”, garante. Até agosto verificou-se um aumento global de 66% de adesão ao produto, com 2.152 novas empresas. A média de utilização dos benefícios em Portugal situou-se nos 44% nesse mesmo mês, um valor “muito favorável atendendo a que existe um limite mínimo de utilização”, indica a responsável. Nos mercados do exterior, onde o programa está na sua maioria há menos de dois anos, o Brasil e Angola registam as maiores taxas de crescimento.

Tendências do mercado
Com o mercado das viagens de negócio em crescimento, a TAP procura estar atenta a algumas tendências. “A personalização, conhecer as necessidades específicas das empresas e dos seus colaboradores e ter a capacidade de entregá-las em cada viagem efetuada, melhorando a experiência do cliente, o seu conforto e cumprindo, em paralelo, a política de viagens da empresa e a eficiência da viagem” são algumas das principais tendências identificadas por Alexandra Galhardo. A responsável aponta ainda para as viagens bleisure, que resultam de uma combinação de viagem de negócios com vários dias de lazer e que, nos últimos anos, se tornaram igualmente uma tendência comum.

No campo tecnológico, afirma assistir-se a uma simplificação e automatização de processos, e a sua crescente autonomia, sendo exemplo as Online Booking Tools que permitem aos colaboradores fazerem as suas próprias reservas.

Inês Gromicho, publicado na edição 323 da Ambitur.