Dívida da Sata Air Açores agravou-se 439% entre 2009 e 2013

Dívida da Sata Air Açores agravou-se 439% entre 2009 e 2013

Categoria Business, Transportes

A dívida da Sata Air Açores agravou-se 438,8% entre 2009 e 2013, passando de 22,8 para 123 milhões de euros, segundo revela uma auditoria do Tribunal de Contas a que a Lusa teve hoje acesso.
O documento revela que, nos finais de 2013, aquela empresa do grupo Sata encontrava-se “profundamente desequilibrada”, sendo a dívida financeira de curto prazo de 73,2 milhões de euros. Na mesma altura, a estrutura de capitais da Sata Air Açores encontrava- se também “profundamente desequilibrada, com um grau de autonomia financeira de apenas 6%, sendo que o seu passivo ascendia a 142,8 milhões de euros, dos quais, 81,9 milhões de euros eram exigíveis a curto prazo”, de acordo com o tribunal.
De 2009 a 2013, a dívida financeira da operadora inter-ilhas dos Açores cresceu 100,2 milhões de euros, sendo 73,2 milhões correspondentes a operações com maturidades até um ano, tendo a Sata Air Açores apresentado, entretanto, em 2013, um resultado líquido negativo de 15,8 milhões de euros. “Em consequência, registou-se um acréscimo significativo dos encargos líquidos da dívida de 143 mil euros, em 2009, para 5,9 milhões de euros, em 2013, que, neste exercício, praticamente absorveram os recursos gerados pela atividade operacional, facto indiciador da insustentabilidade do nível de endividamento da empresa”, refere a auditoria do TdC.

A entidade fiscalizadora das contas públicas aponta que o passivo do grupo Sata em 2013 era de 190,3 milhões de euros, dos quais 128,7 milhões venciam-se a curto prazo. Entre 2009 e 2013, ainda de acordo com o tribunal, a dívida registou um acréscimo de 114 milhões de euros, fixando-se, no último ano em análise, em 142,5 milhões de euros, dos quais 92,3 milhões de euros eram exigíveis a curto prazo.

Consequentemente, os resultados financeiros agravaram-se nesses quatro anos, passando de um valor negativo de 367,4 mil de euros para – 7,9 milhões, aumentando, assim, a “pressão financeira” sobre o grupo, segundo a instituição.