O passado a tecer o presente da Covilhã (fotogaleria)

O passado a tecer o presente da Covilhã (fotogaleria)

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Terra da lã, bons sabores, paraíso de águas termais e vistas bem conservadas, mas também perfeita para atividades ao ar livre, Covilhã é um mundo à parte.

Este é exatamente o encanto da cidade serrana, devidamente emoldurada na encosta sul da Serra da Estrela, uma das mais bonitas de Portugal. O charme de outros tempos é preservado nas ruas labirínticas e vielas irregulares. A mesma serenidade vive-se dentro do “nosso” cantinho. O Puralã – Wool Valley Hotel & SPA, um boutique hotel de 100 quartos, é um cartão postal idílico. No quarto entramos num imaginário de lã – e, acredite, não há conversa em Covilhã que não vá desembocar na lã -, tons suaves e pinceladas de cor.

A estada da Ambitur coincide com o primeiro fim-de-semana temático do hotel. Tudo começa com um jantar de degustação das propostas da nova carta, autoria do chef Hélder Bernardino, que em nada fica atrás das nossas expectativas. Outro dos momentos programados foi um desfile de peças de lã.

Na rua, à noite, não se avista vivalma. Paramos na antiga Biblioteca Municipal, que é agora a Biblioteca Café Concerto. Se tiver ainda energia, sinta-se à vontade para dar uns passos de dança no Companhia Club.

No dia seguinte, somos introduzidos à arte que dá fama à Covilhã no Museu dos Lanifícios. Para além deste, o New Hand Lab é um lugar mágico e de gente criativa. Na antiga fábrica de lanifícios António Estrela | Júlio Afonso juntam-se fotógrafos, artistas plásticos, designers e artesãos para concretizarem instalações artísticas.

Nas traseiras da Câmara Municipal, à mesa da Taberna Laranjinha não faltam os amanteigados queijos da Serra. Nem os enchidos, vinhos e a broa para molhar no azeite. O mesmo acontece nas mesas do Clube de Campo da Covilhã, onde nos esperavam parafernálias de petiscos.

Ao segundo dia, de tudo o que esperávamos encontrar, um circuito de street art não constava da nossa lista. As paredes com graffitis, desenhados por artistas que ali foram de propósito, rompem com a alma velha do centro histórico e dão-nos a conhecer a cidade sob outros olhos.

Por fim, a cerca de 20 km da Covilhã, mais um marco impressionante: o H2otel, um pedaço de tranquilidade em Unhais da Serra, a uma altitude de 750 metros, oferece o primeiro spa de montanha do país. Tratamentos com água mineral termal, circuito celta, piscinas de água quente, massagens, ginásio, fisioterapia em meio aquático e até uma clínica são algumas das mais-valias do Aquadome.

*A Ambitur esteve na Covilhã a convite da Solférias.

Este artigo foi publicado na edição 306 da Ambitur.