APAVT apela a um diálogo mais estreito e profícuo com Lisboa

APAVT apela a um diálogo mais estreito e profícuo com Lisboa

A Associação Portuguesa das Viagens e Turismo – APAVT, aproveitou o seu Congresso Nacional, que decorreu a semana passada nos Açores, em Ponta Delgada, para apelar a um diálogo mais estreito e profícuo com a Câmara Municipal de Lisboa. Para Eduarda Neves, responsável pelo capítulo de incoming, “temos tentado dialogar com a Câmara Municipal, envolvendo também a Confederação do Turismo Português” sobre vários constrangimentos levantados pela autarquia de Lisboa à operação turística. No entanto, “somos informados das alterações impostas à circulação da cidade com uma semana de antecedência, nas melhores das hipóteses com um mês”, indica a responsável, acrescentando que “o diálogo não é fácil”.

De acordo com Eduarda Neves “estamos atualmente à espera de um projeto de um novo regulamento para podermos dar a nossa posição, temos uma ideia vaga do que vão ser os constrangimentos de circulação da cidade, onde, por exemplo, vai ser proibida a circulação de autocarros na baixa e restauradores com mais de 50 lugares, sendo completamente proibido na Ribeira das Naus”. Recorda a responsável que já existe essa proibição do Cais Sodré ao Largo do Rato, “onde há a maior concentração de restaurantes para grupos” da cidade. Para a responsável da APAVT, “isto é tudo muito difícil pois não conseguimos prestar a qualidade de serviço necessária aos clientes. Por outro lado, estes programas são vendidos com antecedência, sendo que na altura não conseguimos cumprir o que foi vendido, estando sujeitos a pagar compensações”.

Pedro Chenrim