Jupiter Hotel Group acredita num “crescimento de dois dígitos na procura” para os meses de agosto e setembro

Jupiter Hotel Group acredita num “crescimento de dois dígitos na procura” para os meses de agosto e setembro

Categoria Alojamento, Business

Depois de alguns meses de portas fechadas, são já vários os hotéis que começam a reabrir para um “novo” verão. Ambitur.pt está a falar com algumas dessas unidades, que nos contam quais as expectativas que têm para os próximos meses e como está a ser feita esta abertura.

Jupiter Algarve Hotel

No Jupiter Hotel Group a decisão de reabrir todas as unidades até 10 de julho já foi tomada. Assim, o Jupiter Algarve Hotel abriu portas no dia 8 deste mês de junho, enquanto que o Jupiter Albufeira Hotel abrirá a 3 de julho e o Jupiter Marina Hotel e o Jupiter Lisboa Hotel a 10 do próximo mês. “Existimos para servir, olhamos com esperança para o futuro e consideramos estar preparados para os novos desafios”, confirma Miguel Sequeira, diretor financeiro do grupo hoteleiro. E adianta que tudo leva a crer que “as reaberturas vão ocorrer com um nível de ocupação satisfatório para o contexto que estamos a viver pois, por um lado, temos a confiança de alguma procura já existente nos nossos livros e, por outro lado, temos assistido a algum pick-up sobretudo a partir de 18 de maio para a região do Algarve”. No caso da unidade que já está operacional, e para este mês de junho, a procura esperada é sobretudo da parte de famílias portuguesas e pequenos grupos.

Já no que diz respeito a Lisboa, destino mais dependente dos mercados emissores estrangeiros, o responsável admite sentir que o processo está mais atrasado mas acredita numa aceleração a partir de 1 de julho. “Para o mês de reabertura, esperamos já ser possível contar com parte da habitual procura ibérica e algo como 15% a 20% da procura proveniente dos mercados emissores tradicionais estrangeiros”, avança Miguel Sequeira.

Na verdade, no Jupiter Hotel Group o comportamento da procura (novas reservas e cancelamentos) é monitorizado diariamente. O diretor financeiro da cadeia explica que nas geografias onde o grupo está presente, cerca de 30% da procura tem origem no mercado ibérico e 70% nos mercados emissores estrangeiros (excluindo Expanha).

No caso do Algarve, com a reabertura de fronteiras com Espanha a 1 d ejulho e se o tráfego de passageiros no Aeroporto de Faro atingir 20% a 25% do tráfego normal em anos anteriores, o responsável antevê taxas de ocupação por quarto acima dos 50% a partir de julho. “É nossa convicção de que cerca de um quarto das unidades hoteleiras da região poderão permanecer encerradas durante a totalidade do ano de 2020”, recorda.

Relativamente a Lisboa, a prudência é maior nas expectativas a curto prazo pois poderá não ser uma primeira escolha para o segmento de lazer. “Acresce a ausência de procura até ao final do ano para o segmento de grupos e incentivos e ainda o crescimento do teletrabalho a afetar a procura no segmento Corporate”, explica Miguel Sequeira, acrescentando que a informação de que dispõe é de que cerca de 10% da oferta deverá permanecer encerrada. “Conjugando todos os elementos, ambicionamos arrancar julho com uma ocupação na ordem dos 35% a 40%”, aponta.

“Estamos moderadamente otimistas de que a continuação da evolução positiva da contenção da pandemia na Europa, conjugada com a boa imagem internacional que Portugal tem merecido na gestão da crise sanitária, irão proporcionar um crescimento de dois dígitos na procura para os meses seguintes (agosto e setembro)”, sublinha o diretor financeiro do grupo hoteleiro.

Quando questionado sobre futuros desafios, Miguel Sequeira não hesita em afirmar que é o “mesmo de sempre”: “superar continuamente as expectativas dos nossos hóspedes”. O gestor lembra que, nesta fase de retoma, “conseguir a felicidade de todos aqueles que nos escolhem vai implicar uma aposta ainda maior na higiene e segurança que reforce a confiança por parte dos clientes”. Por outro lado, a comunicação continuará a ser outro pilar da gestão da cadeia. “Outro desafio de extrema importância é manter as nossas pessoas motivadas e seguras para continuarem a dar o melhor delas próprias”, assegura.

O Jupiter Hotel Group aproveitou este período de encerramento de algumas das unidades para investir em melhorias que seriam de mais difícil execução sem interferir na satisfação dos hóspedes. “Estamos muito positivos que o nosso trabalho interno está realizado e agora desejamos com grande alegria recomeçar a receber e a escutar os nossos hóspedes”, conclui Miguel Sequeira.

Medidas de higiene e segurança
O grupo hoteleiro decidiu reabrir as unidades após realizar um rigoroso plano operacional onde se intensificam as medidas de segurança e higiene, respeitando as orientações nacionais e as melhores práticas internacionais. Tanto o Jupiter Algarve Hotel como os restantes hotéis do grupo – Jupiter Lisboa Hotel, Jupiter Marina Hotel e Jupiter Albufeira Hotel – contam já com o selo Clean & Safe do Turismo de Portugal.

Entre as principais medidas do plano destacam-se as seguintes: plano de formação rigoroso para todos os membros da equipa, fortalecido com novos protocolos de higiene e limpeza; disponibilização do pré check-in ou check-in online; verificação de temperatura à chegada do hóspede; disponibilização de desinfetantes aos hóspedes para higienização de cartões multibanco, telemóveis entre outros itens pessoais; disponibilização em formato digital dos menus do restaurante, bar, serviços e tratamentos de SPA assim como o diretório de serviços; e reforço da frequência de limpeza das áreas públicas, especialmente as áreas mais facilmente tocadas; reforço dos procedimentos para a desinfeção do ginásio e das piscinas, limitando o número de utilizadores simultâneos; e adaptação dos serviços de comidas e bebidas às recomendações atuais de segurança alimentar, entre outras.