Marrocos (em fotos): o grande labirinto medieval de Fez e a beleza natural do Médio Atlas

Marrocos (em fotos): o grande labirinto medieval de Fez e a beleza natural do Médio Atlas

A duas horas de Lisboa, pode entrar numa cápsula do tempo, viajar mil anos atrás, perder-se para sempre e visitar a “Suíça de África” em Marrocos. A Ambitur foi conhecer Fez, Meknès e a região do Médio Atlas, o norte interior do país africano mais próximo de Portugal, a convite da TAP e do Turismo de Marrocos. Mostramos o resultado através de uma fotorreportagem da nossa colaboradora Raquel Wise.

Marrocos by Wise

Uma explosão de cor, cheiros, sons e movimentos embate sobre nós ao entrarmos na teia de ruelas da medina de Fez, a zona antiga da cidade, também conhecida por Fes el Bali, e praticamente intacta desde o século IX. É a maior zona urbana sem carros no mundo e ocupa uma área igual a 300 campos de futebol, protegida, toda à volta, por uma muralha.

Entrar é fácil, encontrar a saída já é mais difícil. São mais de 9 mil ruas. É fácil imaginar que estamos na Idade Média. Se quiséssemos desaparecer por uns tempos, este poderia ser o local perfeito.

Fez é a segunda maior cidade de Marrocos depois de Casablanca e é património mundial da UNESCO. A Universidade Al Quaraouiyine, fundada em 859, é a mais antiga no mundo e ainda está em funcionamento.

 

Meknès, a “Suiça de África” e o caminho para o Médio Atlas

Rumando um pouco a sudoeste, visitámos Meknès, uma das quatro cidades imperiais do país, juntamente com Fez, Marrakesh e Rabat. A cidade está estrategicamente posicionada no coração de Marrocos, junto às ricas florestas de cedros e às montanhas do Médio Atlas. É tranquila e uma boa alternativa às multidões de Fez.

O seu arquitecto foi o sultão Moulay Ismaïl, um temível guerreiro, que foi pai de mais de mil filhos e cujo reinado foi o maior do país.

No sopé da cadeia montanhosa do Médio Atlas, conhecemos Ifrane, a nossa Serra da Estrela, ou como é conhecida, a “Suiça de Marrocos”. Fica a 1,665m de altitude e foi construída pelos franceses no início do Século XX. As casas são europeias. Muitas são chalets. Parece que um pedaço de uma estância de ski da Europa do norte foi transportado para aqui. Uma visão surpreendente.

Vários marroquinos têm aqui uma segunda casa para passar férias que também usam para fugir à confusão na altura do Ramadão.

Raquel Wise, em Marrocos, a convite da TAP e Turismo de Marrocos