#Realidadedasempresas: “Se as necessidades das empresas «turismodependentes» forem disponibilizadas de forma ágil, poderemos resistir mais tempo”

#Realidadedasempresas: “Se as necessidades das empresas «turismodependentes» forem disponibilizadas de forma ágil, poderemos resistir mais tempo”

Categoria Business, Transportes

Saber como estão as empresas do setor do turismo a reagir à atual crise provocada pela pandemia da Covid-19, o que já implementaram e o que mais preocupa os empresários são os objetivos da Ambitur.pt.

Rui Barata, CEO da Transol, empresa de transporte de turismo de passageiros, recorda que estando 100% dependente do setor do turismo, a operação teve de ser encerrada no final de março, por falta de passageiros. Operacionais estão as áreas administrativas e de reservas, sendo que a esta última, diz chegarem todos os dias cancelamentos.

Definindo desde cedo as pessoas como prioridade, no sentido de salvaguardar os postos de trabalho e preservar a empresa, o gestor admite que é uma “tarefa herculana mas a nossa equipa é muito unida e com um espírito de sacrifício inigualável”.

Com este objetivo em mente, adianta que está assim a recorrer a todos os instrumentos disponíveis para minimizar o impacto mas alerta que “até agora todos os apoios são escassos face à dimensão desta pandemia”. Rui Barata lembra que é muito importante que “o Governo não se esqueça que somos o setor que primeiro parou e que mais tarde vai recomeçar” e também que “o setor do turismo é um empregador massivo e, desde há uns anos, com um peso considerável no PIB”. “Se as necessidades das empresas «turismodependentes» forem criadas/ disponibilizadas de forma ágil pelo Governo, o impacto será menor e poderemos resistir mais tempo”, sublinha o responsável.

Rui Barata reconhece estar preocupado com a perda de compra dos turistas pois “o que realmente necessitamos são pessoas que queiram e possam viajar em segurança o mais rápido possível”. O responsável explica que a perda de empregos, as reduções salariais e os dias de gozo de férias que foram despendidos nesta fase, além da questão da segurança, “são variáveis que vão ditar a celeridade do regresso”. Pelo que “necessitamos de fortes políticas de proteção social e empresarial, de uma coesão da UE para que exista sintonia das medidas preventivas”, acrescenta.

A Transol admite estar sempre a pensar no futuro, apesar de com muitas incertezas. Neste momento, a empresa decidiu terminar alguns projetos que se encontravam em curso, “projetos inovadores que nos colocarão na vanguarda no nosso setor” pelo que “estamos muito motivados e entusiasmados para os colocar em prática”. A empresa está igualmente “a repensar a forma como nos organizamos, somos uma equipa muito dinâmica que procura sistematicamente a melhoria”, frisa Rui Barata.

O CEO da Transol refere à Ambitur.pt que quando o “novo futuro” chegar a sua empresa terá já “vários cenários desenhados para que possamos estar em condições de retomar a nossa atividade em segurança”. A grande preocupação é mesmo o exterior, já que o país depende de outros mercados. “Todo o setor espera que os nossos mercados emissores controlem a situação o mais rápido possível para que possam abrir fronteiras”.