Unidades hoteleiras devem ser “um espaço de experiências””

O Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, que decorreu em Braga esta semana, terminou com um painel que teve sobre mote o tema do encontro: “Re.evolução – a força de recomeçar”. Um painel onde os oradores mostraram aos presentes como construir um negócio de sucesso na hotelaria.

Oferecer mais do que uma cama, criando experiências, ter brio na escolha do staff e na decoração, e a segmentação do produto para um público especifico são alguns dos pontos chave. Coré Martin, senior director development Starwood, deu conta da realidade deste “gigante” da hotelaria. Segundo o responsável do grupo, que detém nove marcas diferentes, há que “segmentar”. ´”É através do design, que deve ser uma preocupação, que conseguimos contar histórias e criar emoções nos públicos a que nos direccionamos”, explicou.

Outro dos pontos focados pelo responsável foi a importância da aposta nos “programas de fidelização”. Actualmente, o programa de fidelização do grupo conta já com mais de 19 milhões de membros em todo o mundo.

David Bergling, responsável do Ett Hem, na Suécia, trouxe ao painel uma realidade totalmente diferente: um hotel com apenas 12 quartos cujo preço médio por noite ronda os 600/700 euros. &A actual unidade era uma residência, construída em 1910. Foi adquirida por Jeanett Mix que manteve a traça original do edifício. O objectivo foi transformar a casa num hotel mantendo a personalidade e o ambiente familiar que já o caracterizava, ao mesmo tempo que lhe acrescentava infra-estruturas para oferecer todos os serviços que os novos viajantes necessitam&, explica. Nesta unidade, feita para todos, o &stress fica de fora. Há na unidade uma atmosfera de tranquilidade e relaxamento e um ambiente muito familiar. Quando chega ao hotel o nosso cliente pode ir tocar piano, guitarra, passear no jardim, ler um livro na biblioteca ou ficar no seu quarto&, exemplifica David Bergling, acrescentando que não há horários para o check in e check out ou para as refeições. O cliente está em sua casa&, é este um dos segredos. O outro, refere o responsável, prende-se com o staff. “Recrutamos pessoas que percebam e se entreguem ao nosso conceito”, esclarece.

Questionado sobre se este é um projecto a aumentar, David Bergling é claro: “Um projecto que resulta desta forma nunca será aumentado. A acontecer será a abertura de uma segunda casa, mas nunca uma maior”.

Depois de muitos anos ligados aos negócios da noite lisboeta, Pedro Luz, apaixonado pela baixa de Lisboa, investiu na hotelaria e conta já com três unidades na capital: Browns Boutique HotelApartments, Brown’s Downtown – HotelsApartments e Browns Central Hotel. Neste caso, o sucesso prende-se com o ambiente e com o nível de detalhe que o empresário dá à decoração dos seus espaços. O empresário afirma ainda que &pretende crescer& em Lisboa, tendo já &alguns projectos em vista”.

Raquel Pedrosa Loureiro