À descoberta da história da cidade portuense…

À descoberta da história da cidade portuense…

Categoria Explore, Reportagem

A norte de Portugal, fica uma cidade conhecida pela sua gastronomia e cultura muito próprias. “Tripeira” de coração e com o rio Douro aos pés, o Porto não é só a Francesinha ou o vinho que lhe dá nome: é muito mais! E foi numa Fam Trip até à Invicta, organizada pela Ultratur e pela TAP, que a Ambitur, juntamente com um grupo de agentes de viagens, conheceu os novos serviços da Ponte Aérea da TAP e, ainda a cidade. Uma viagem que se tornou mais rica e interessante com a ajuda da Cityrama e da Douro Acima, e que ficou completa com a componente gastronómica do restaurante Chez Lapin, a prova de que, no Porto, “não há rodeios”.

“Bem-vindos à cidade do Porto!” É desta forma que somos acolhidos no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, pela guia turística da Cityrama, Manuela Dias, depois do voo a bordo de um dos novos A319 da TAP. O objetivo? Partir à descoberta da história da cidade portuense que, com cerca de 1,2 milhões de habitantes em todo o distrito, 200 mil somente na cidade, é a zona mais populosa do Norte do país. Com desembarque do avião através de manga, esta viagem até ao Porto demora apenas 45 minutos.

Instalados no autocarro, o primeiro ponto de passagem é a Casa da Música, na bem conhecida Avenida da Boavista. Inaugurado em 2005, este edifício emblemático “é o único em Portugal construído exclusivamente para concertos de música clássica”, explica Manuela. A terminar “no mar”, a avenida convida a um passeio no Parque da Cidade.

Mas o mar chama! É a Praia do Molhe quem acolhe os visitantes com a escultura “She Changes” (em português, “Ela Muda”), um “cartão de boas vindas” à cidade do peixe e uma homenagem a todos os pescadores de Matosinhos. Na verdade, o nome faz jus à realidade: quando há vento, a estátua move-se. Segundo a nossa guia, os portuenses chamam-lhe “Anémona” porque lhes “faz lembrar o animal marítimo”.

Fazemos uma pequena paragem na Linha da Marginal e, ao longe, avistamos o Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, com os seus azulejos brancos. O Forte de São Francisco de Xavier, conhecido por “Castelo do Queijo”, também se ergue imponente. Deve este nome pois foi “construído em cima de uma rocha de granito em forma de queijo”, desmistifica Manuela.

Mas agora é tempo de deixar o autocarro porque a Linha da Marginal também se faz de elétrico. Iniciada em 1872, a rede de elétricos tem atualmente, para além desta, outras duas linhas que percorrem o centro da cidade, proporcionando uma forma diferente de visitar o Porto.

E é desta forma que subimos ao centro, ao Campo dos Mártires da Pátria, onde se encontra o Palácio da Justiça. Aqui ergue-se, do lado esquerdo do edifício, uma grande estátua. “Normalmente, as estátuas da Justiça têm os olhos fechados”, conta-nos a guia, mas, no Porto, está de olhos abertos, o que leva os portuenses a afirmarem que “a cidade está de olhos abertos para a Justiça”.

Para lá do Jardim da Cordoaria, está um dos ex-libris da Invicta: a Torre dos Clérigos. Conhecida pelos seus 225 degraus e pelos 75 metros de altura, a torre foi construída durante o século XVIII e oferece uma vista de 360 graus sobre a cidade.

Logo abaixo, está a livraria que inspirou J. K. Rowling na criação do cenário da saga “Harry Potter”. Conhecida pela sua escadaria vermelha, a Livraria Lello vende 552 livros por dia e, no verão, as filas para entrar neste espaço são mesmo intermináveis.

A poucos metros da Universidade estão as igrejas “gémeas”: Carmelitas e Carmo. O que as separa? Uma “casa escondida”, isto porque, na altura da construção da Igreja do Carmo acreditava-se que “não era permitido” que duas igrejas se tocassem. Atualmente, pode ser visitada, sendo possível aceder também às catacumbas da Igreja do Carmo.

Outra paragem é a Avenida dos Aliados, o coração da Invicta. Conhecida como “Avenida das Comemorações”, é aqui que os portuenses festejam quando a ocasião o pede. Mas aqui também se concentram outros locais de interesse como o edifício da Câmara Municipal, o “Imperial” ou a Estação de São Bento.

A partir do Palácio da Bolsa até à Ribeira, o caminho faz-se caminhando. O restaurante “Chez Lapin” abre as suas portas a quem visita a zona histórica. Paula Cruz, uma das responsáveis deste espaço com três salas, indica que “cada uma tem a sua decoração própria e ambiente distinto, consoante aquilo que se pretende: uma atmosfera mais alegre ou reservada”. Com uma vista privilegiada sobre o Douro, a gastronomia portuguesa é o “prato principal”.

Porto: a cidade das Seis Pontes
São seis as pontes que ligam o Porto a Vila Nova de Gaia, cidades separadas pelo rio Douro. Com cerca de 800 Km, o rio que nasce na Serra de Urbión, em Espanha, acaba por desaguar entre as duas cidades. Porquê “Douro”? Manuela Dias garante que, quando o sol reflete no rio, este parece “de ouro”.

E é neste cenário que a Douro Acima proporciona um Cruzeiro de 50 minutos pelas Seis Pontes que dão nome e história à cidade do Porto! É a bordo do barco Rabelo que esta viagem começa…

A primeira passagem é pela Ponte Luís I, outro ex-libris da cidade. Com dois tabuleiros e em estrutura metálica, foi construída entre 1881 e 1888. Atualmente, o tabuleiro superior serve a Linha Amarela do Metro. Em sua substituição, é inaugurada em 2003 a Ponte do Infante, em honra do Infante D. Henrique.

Passamos depois pela Ponte D. Maria Pia. Encerrada desde 1991, funcionou 144 anos ao serviço do tráfego ferroviário. Em sua substituição, surgiu a Ponte São João. A quinta ponte foi inaugurada em setembro de 1995. A Ponte do Freixo liga a zona do Estádio do Dragão, no Porto, a Oliveira do Douro, em Gaia, e foi construída com duas vigas gémeas afastadas por 10 metros ao longo de toda a extensão (750 metros). Por fim, vem a passagem sob a Ponte da Arrábida que, após inaugurar em 1963, devido aos 70 metros acima do nível médio da água, foi considerada “um recorde mundial” para as pontes em arco de betão armado.

Passando as Seis Pontes, a viagem torna-se ainda mais rica com a vista deslumbrante sobre os pontos mais interessantes da Invicta como a Zona Histórica da Ribeira, o Palácio da Bolsa, a Alfândega do Porto, o Museu do Vinho do Porto, a Igreja de Massarelos, a Foz do Douro, a Afurada (zona da Piscatória), o Museu do Carro Elétrico, o Cais de Gaia, as Caves do Vinho do Porto ou Mosteiro da Serra do Pilar.

A Douro Acima tem ainda outra tipologia de Cruzeiros que permite viajar das margens do Porto e de Gaia em direção ao Douro Vinhateiro na Régua.

Cristiana Macedo, publicado na edição 318 da Ambitur