#ConselheiroAmbitur: “O comportamento do consumidor é totalmente previsível e é o de adiar decisões sobre férias”

#ConselheiroAmbitur: “O comportamento do consumidor é totalmente previsível e é o de adiar decisões sobre férias”

O turismo está a querer retomar gradualmente mas a situação no país, e a nível mundial, permanece difícil para este setor. Ambitur.pt volta a ouvir alguns Conselheiros Ambitur sobre a atual situação. Jorge Rebelo de Almeida, CEO da Vila Galé, responde às nossas questões.

Se as acessibilidades eram, há dois meses, apontadas como a pedra de toque da retoma da atividade turística, hoje, com ligações a começar a ser repostas, a questão coloca-se no consumidor?
A questão das acessibilidades mantém-se. Ainda não foram abertas as fronteiras com a Espanha e o número de voos é insuficiente e não chega para as necessidades.

A imagem sanitária de Portugal piorou consideravelmente, por alguns focos que surgiram, mas sobretudo por um excessivo alarme à volta deste tema.

Neste quadro, o consumidor nacional, que já estava de novo a fazer reservas, retraiu-se e tem vindo a cancelar.

O turista estrangeiro é inexpressivo e, naturalmente, está receoso do destino Portugal, face às notícias alarmantes.

Considera que se vive um tempo de imprevisibilidade?
Total imprevisibilidade.

A imprevisibilidade perante o comportamento do consumidor passou a dominar o setor?
Face ao alarme excessivo que se está a provocar, o comportamento do consumidor é totalmente previsível e é o de adiar decisões sobre férias.

O que é possível, em que vetores se pode atuar, para mitigar esta questão?
Os organismos com competências nesta matéria da imagem de Portugal, devem intervir com urgência para evitar a rotura do setor do turismo.

Não se trata de ajudar apenas o setor do turismo, mas de incentivar e dinamizar toda a economia, sendo certo que este setor é transversal e pode dar um forte contributo à economia do país e à geração de emprego.

O que os destinos nacionais podem fazer neste contexto?
Dar as notícias com realismo, bom senso e rigor, sem sensacionalismo. Informar, mas sem alarmar! Fazer a gestão da imagem de Portugal no exterior.