INE: outubro com mais crescimento nas dormidas e proveitos

INE: outubro com mais crescimento nas dormidas e proveitos

A hotelaria registou 1,8 milhões de hóspedes e 5 milhões de dormidas em outubro de 2016, correspondendo a
aumentos homólogos de 12,7% e 12,4%, superando significativamente os do mês anterior (+8,4% e +7,3%), segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Para o resultado das dormidas contribuíram tanto o mercado interno (+12,5%) como os externos (+12,3%), ambos acelerando notoriamente face a setembro (+5,6% e +7,9%, respetivamente).

A estada média teve uma redução residual (-0,3%; 2,75 noites), enquanto a taxa de ocupação-cama registou um
incremento de 3,3 p.p., fixando-se em 51,0%. Os proveitos também aceleraram (+19,8% para os proveitos totais e +21,3% para os de aposento), comparativamente com setembro (+17,6% e +17,0%).

Hóspedes e dormidas continuaram em aceleração
Em outubro de 2016, os estabelecimentos hoteleiros alojaram 1,8 milhões de hóspedes que proporcionaram 5,0 milhões de dormidas (+12,7% e +12,4%, respetivamente). Estes resultados superaram os dos meses anteriores (+8,4% e +7,3% em setembro; +3,6% e +4,2% em agosto) e também os do período acumulado de janeiro a outubro (+9,7% e +9,1%).

Os hotéis concentraram 68,6% do total de dormidas e os hotéis-apartamentos 13,6%, tendo registado aumentos assinaláveis de 14,3% e 14,0%, respetivamente. É de destacar também a evolução das pousadas (+23,1%) e dos aldeamentos turísticos (+15,7%), assim como a recuperação nos apartamentos turísticos (+3,8%, após quatro meses com reduções).

Aceleração nos mercados interno e externo
Os residentes em Portugal contribuíram com 1,1 milhões de dormidas (+12,5%), reforçando a recuperação verificada no mês anterior (+5,6% em setembro, face a -2,9% em agosto); nos meses de 2016, apenas em março foi atingida uma variação superior à de outubro.
Os mercados externos (3,9 milhões de dormidas) também aceleraram (+12,3%) face a setembro (+7,9%).
No conjunto dos dez primeiros meses do ano, as dormidas de residentes aumentaram 5,2% e as de não residentes
10,8%.

Mercados francês e brasileiro com aumentos expressivos
Os treze principais mercados emissores (85,8% das dormidas de não residentes) mantiveram uma evolução
maioritariamente positiva. O Reino Unido representou 25,9% das dormidas de não residentes (27,8% no mês homólogo de 2015) e registou um crescimento de 4,6%, superior ao de setembro (+3,1%), mas aquém do acumulado de janeiro a outubro (+9,5%). A Alemanha, com uma quota de 15,6%, acelerou significativamente (de +5,1% em setembro para +12,6% em outubro), superando o resultado dos 10 primeiros meses do ano (+9,3%).
O mercado francês registou um crescimento assinalável de 32,2%, acelerando face ao mês anterior (+23,1%) e
crescendo bem acima do verificado no período de janeiro a outubro (+17,9%). A sua representatividade aumentou
para 9,5%, face a 8,1% no mês homólogo de 2015. A evolução do mercado espanhol (+2,7% de dormidas) ficou aquém dos últimos meses (+4,2% em setembro) e do conjunto dos 10 primeiros meses do ano (+9,2%). O seu peso relativo também se reduziu (de 8,2% em outubro de 2015 para 7,5% em outubro de 2016).
As dormidas do mercado holandês (5,5% do total) aumentaram 11,3%, em linha com o mês anterior (+11,9%). Destacaram-se ainda as evoluções nos mercados brasileiro (+35,4%), do suíço (+26,2%) e do polaco (+22,4%).

Aumento generalizado das dormidas nas regiões
Todas as regiões apresentaram aumentos expressivos das dormidas, principalmente os Açores (+29,0%), Alentejo (+17,2%) e Algarve (+14,2%), tendo esta última região sido o destino com maior procura (34,3% do total de
dormidas). Foi secundada por Lisboa (25,6%), Norte e Madeira (12,8% em ambas).
Considerando as dormidas de residentes, Algarve e Madeira foram as regiões com maiores crescimentos (+33,1% e +30,0%, respetivamente), sendo também de destacar o Alentejo (+23,6%) e os Açores (+23,4%). Lisboa foi a única região a apresentar decréscimo (-1,7%). Os principais destinos dos residentes foram o Norte (23,2% das dormidas do mercado interno), Lisboa (22,6%) e Centro (20,0%).
A evolução das dormidas dos mercados externos foi globalmente positiva nas várias regiões, com maior impacto nos Açores (+33,2%), Norte (+16,4%) e Algarve (+12,3%). Como é habitual, o Algarve foi a primeira escolha dos não
residentes (39,4%), secundada por Lisboa (26,5%) e Madeira (14,8%).
Refira-se que o mês de outubro foi particularmente quente e seco, o que poderá ter propiciado o aumento da procura por parte de vários mercados e em especial o interno. O valor médio da temperatura máxima em outubro foi o 4º valor mais alto desde 2000, explica o INE.

Estada média manteve redução
A evolução da estada média manteve-se negativa (-0,3%; 2,75 noites), após -1,0% em setembro. Considerando o período de janeiro a outubro os resultados deste indicador foram igualmente decrescentes (-0,5%; 2,85 noites). A Madeira registou as estadias mais elevadas (5,10 noites), a par da maior redução (-5,0%). No Algarve e Açores as
permanências médias foram também significativas (4,43 e 3,08 noites, respetivamente).

Taxa de ocupação permaneceu positiva
A taxa líquida de ocupação-cama foi 51,0% com aumento de 3,3 p.p. que superou o do mês anterior (+1,6 p.p.) e o dos 10 primeiros meses do ano (+2,2 p.p.; 51,5%). Tal como no mês anterior, as regiões com taxas de ocupação mais elevadas foram a Madeira (70,6%), Lisboa (62,5%) e Algarve (49,7%).
A evolução deste indicador foi globalmente positiva nas regiões, com destaque para os Açores (+6,5 p.p.) e a Madeira (+6,3 p.p.). No Continente, sobressaíram os incrementos no Algarve (+4,0 p.p.) e no Alentejo (+3,5 p.p.).

Proveitos aumentaram expressivamente em todas as regiões
Os proveitos totais fixaram-se em 270,4 milhões de euros e os de aposento em 190,5 milhões de euros (+19,8% e  21,3%, respetivamente), acelerando face ao mês anterior (+17,6% e +17,0%). No conjunto dos 10 primeiros meses do ano, os proveitos totais aumentaram 16,7% e os de aposento 17,6%.

Observaram-se aumentos expressivos em todas as regiões, principalmente nos Açores (+40,2% nos proveitos totais e +38,4% nos de aposento), Algarve (+21,7% e +26,5%) e Norte (+22,3% e +24,3%). Na aceleração verificada, destacou-se Lisboa (+17,2% e +18,1%, face a +10,8% e +8,4% em setembro).

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 43,5 euros (+15,6%), com um aumento superior ao de setembro (+12,1%) e ao de janeiro a outubro (+12,9%). As regiões com RevPAR mais elevado foram Lisboa (73,0 €), Madeira (49,0 €) e Norte (39,5 €). A evolução foi genericamente positiva, evidenciando-se os Açores (+26,0%) e o Algarve (+21,2%).

Como é habitual, os hotéis de cinco estrelas registaram o RevPAR mais elevado (90,6 €), seguidos pelas pousadas (66,0 €) e hotéis-apartamentos de cinco estrelas (52,5 €). Em termos de evolução, destacaram-se os apartamentos turísticos (+20,5%), os hotéis-apartamentos de três e duas estrelas (+18,5%) e os hotéis de quatro estrelas (+16,5%).

Parques de campismo e colónias de férias
Em outubro de 2016, os parques de campismo mantiveram resultados notoriamente positivos: +18,5% de campistas (84,0 mil) e +26,6% de dormidas (308,8 mil). As dormidas de residentes (52,4% do total) registaram um aumento de 20,6%, enquanto as dos não residentes subiram 33,9%. A estada média foi 3,68 noites (+6,8%), com realce para os mercados externos (+18,7%; 3,72 noites), já que o mercado interno apresentou evolução negativa (-2,8%; 3,63 noites).
As colónias de férias e pousadas de juventude registaram 22,3 mil hóspedes (-5,1%) e 42,7 mil dormidas (-4,9%). Para o resultado negativo das dormidas apenas contribuíram os residentes (-10,3%, com uma quota de 64,2%), já que os não residentes apresentaram um aumento de 6,8%. A estada média pouco oscilou (+0,2%; 1,91 noites), com contributo divergente entre residentes (-5,6%, 1,77 noites) e não residentes (+12,7%; 2,21 noites).