#Realidadedasempresas: “As marcas hoteleiras têm agora de repensar a sua atuação, apostando em novas práticas de gestão”

#Realidadedasempresas: “As marcas hoteleiras têm agora de repensar a sua atuação, apostando em novas práticas de gestão”

Numa altura em que muitas empresas, hotéis e restaurantes começam a reabrir ou preparar a reabertura e retoma da atividade, Ambitur.pt quis saber quais os planos que têm para esta “nova normalidade” e quais as maiores dificuldades que terão de enfrentar. A Stay Hotels vai reabrir cinco unidades já no próximo dia 4 de junho, nomeadamente as unidades Stay Hotel Porto Centro Trindade, Coimbra Centro, Torres Vedras Centro, Faro Centro e Lisboa Centro Chiado, sempre assegurando todas as medidas de proteção e segurança, e contando com o selo “Clean & Safe” do Turismo de Portugal.

“O principal desafio”, assumem Nicolau Veiga, Paula Gandra e Jorge Bastos, administradores do grupo, “prende-se com a confiança das pessoas”. E o objetivo, explicam, é “garantir a sensação de segurança, tanto dos portugueses como dos turistas internacionais, apresentando Portugal como um destino seguro”.

A administração da Stay Hotels reconhece que a atual pandemia da Covid-19 trouxe desafios que ninguém previa e “com grande impacto na atividade turística”. Para os gestores, “todos os operadores e marcas hoteleiras têm agora de repensar a sua atuação, apostando em novas práticas de gestão”. Os três empresários explicam à Ambitur.pt que, numa primeira fase, a principal preocupação foi assegurar os postos de trabalho. Já nos próximos meses, o objetivo será centrarem-se no mercado interno e na promoção de short breaks , que desde sempre foram o core business da Stay Hotels, “pois acreditamos que as viagens de lazer com amigos e familiares irão recuperar mais rapidamente”. Neste momento, o grupo está ainda a otimizar estratégias de marketing, a reforçar a aposta em tecnologias de informação e a adaptar a oferta, apostando em força na inovação.

“O principal foco da Stay Hotels é dar uma resposta eficiente às necessidades de segurança dos hóspedes e das equipas internas durante o processo de reabertura das suas unidades”, frisam os administradores, que garantem que irão oferecer todos os serviços e informação necessários para que o cliente se sinta confiante e seguro.

Além disso, a cadeia hoteleira está a trabalhar “na reorganização da experiência do cliente de modo a garantir os requisitos de segurança e o devido distanciamento físico”. Isso implica algumas mudanças operacionais em processos como o check-in (que passará a ser realizado online, minimizando a interação física), os protocolos de atendimento ao cliente ou o serviço de pequeno-almoço. No caso do pequeno-almoço, este será servido em room service. A capacidade dos hotéis será limitada através da atribuição de quartos intercalados. E, entre outras medidas, o grupo irá limitar a lotação das zonas comuns. Mas a principal mudança, diz a administração da Stay Hotels, diz respeito às normas de prevenção e controlo de infeção, com dispensadores de solução antissética de base alcoólica e equipamento de proteção individual para colaboradores e clientes, assim como o reforço da limpeza das zonas comuns e dos quartos, cumprindo todas as recomendações da DGS.

Na foto, da esquerda para a direita, Nicolau Veiga, Paula Gandra e Jorge Bastos.