Rede do Património Mundial do Centro apresentada na BTL (fotogaleria)

Categoria Destinos, Explore

São quatro monumentos: Convento de Cristo, Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro da Batalha e Universidade de Coimbra. O que os une? São quatro lugares cheios de história, todos se situam na região centro de Portugal, são considerados como Património Mundial pela UNESCO e agora estão integrados num novo projeto.

Foi à margem da 30.ª edição da Bolsa de Turismo de Lisboa, que o Turismo Centro de Portugal (TCP) lançou o projeto Património Mundial do Centro de Portugal.

O objetivo? Não contribuir, necessariamente, para mais visitas, mas para que estas tenham uma melhor qualidade. “O que estamos aqui a fazer não é promover estes locais para que sejam mais visitados, é um programa de investimento para que estes lugares sejam mais úteis ao desenvolvimento dos territórios de uma perspetiva económica e turística, mas também educativa, social e cultural”, explicou Carlos Martins, coordenador do projeto e CEO da Opium.

Também o presidente da Câmara Municipal da Batalha, Paulo Batista, presente na ocasião, destacou que pretendem “contribuir para que o produto e o serviço turístico sejam vistos enquanto monumento integral e central na vida das comunidades, mas que não se esgote na animação turística e que tenha esta relação com a educação, com o social, com a animação cultural”.

Um projeto abrangente que não se fica apenas pelo turismo e comunicação, mas também se estende à cultura e educação.

A nível cultural o objetivo é usar estes patrimónios “não apenas na utilização do património enquanto recurso que queremos projetar, mas enquanto inspiração que nos ajude a criar”, frisou Carlos Martins. Em 2017 foi iniciado um primeiro ciclo de atividades, o qual retoma a partir de maio deste ano.

O trabalho em rede é outro dos objetivos deste programa, o qual está intimamente ligado à hospitalidade turística. Este conjunto de monumentos não é tutelado pelos municípios, nem pelo Turismo do centro, por isso, houve uma necessidade de os ligar e contribuir para uma visita com mais qualidade.

“A experiência de visita não começa à porta do monumento, mas quando se sai de casa, e termina quando se chega a casa”, destacou o responsável pelo projeto. Neste sentido, a comunicação é fundamental, não só entre os recursos patrimoniais, mas também com as comunidades, as escolas, as populações e os visitantes.

Para conseguir alcançar melhor todas estas vertentes, foi criado um novo logótipo que funciona como “assinatura conjunta”. Com um visual diferente, esta imagem valoriza cada um dos monumentos, pode ser trabalhada “em geometrias variáveis”, mas tem sempre a ideia de que “todos somos mais fortes juntos”, segundo Carlos Martins. Para além disso, mostra como “é possível visitar outros recursos neste território” e como por vezes se justifica “ficar mais tempo”.

Um conceito que cria valor

Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, fechou a apresentação,  destacando que “mais do que um projeto, é um conceito”.

Uma “porta de entrada” para a região centro do país, que vai ter a capacidade de ajudar a criar valor. “O turismo é uma industria e estes territórios têm no seu perimetro um conjunto significativo de colaboradores privados, e portanto, também tem que representar valor acrescentado para aquilo que é esse valor direto que queremos que seja extraido da sua aplicação”, mencionou.

Novo perfil de consumidor

Novas tecnologias e novos estilos de vida que levantam cada vez mais a ideia de que existe um novo perfil de consumidor. Pedro Machado evidenciou este ponto como um dos motivos para a criação do projeto: “Percebermos que estas alterações do perfil do consumidor ou do turista hoje assenta para além da sua motivação”.

De acordo com o responsável, “hoje a experiência cultural está nas premissas de quem viaja no mundo inteiro”, mais precisamente em de cerca de “49% das mil milhões das viagens que se fazem em todo o mundo”.

Um dado, que segundo Pedro Machado, justifica o que foi apresentado nesta 30.ª edição da Bolsa de Turismo de Lisboa. “É no fundo um ajustamento da nossa oferta àquilo que é a tendência esmagadora da procura”, evidenciou.