Soltrópico desvenda programação de Réveillon e revela preocupação com o aeroporto

Soltrópico desvenda programação de Réveillon e revela preocupação com o aeroporto

Lisboa recebeu ontem, no Vila Galé Ópera, o roadshow “O Mistério das 12 Badaladas – O Turista Fantasma” da Soltrópico, no qual os agentes de viagem são desafiados a desvendar a programação de Réveillon do operador. A Ambitur.pt esteve presente e falou com Fernando Bandrés, diretor operacional da Soltrópico, para saber mais.

Um roadshow diferente, com algumas “particularidades” (como o role-play), é assim que descreve o responsável. Além de se comunicar a programação de Fim de Ano, o objetivo é promover um “maior convívio entre o operador e o trade e este com os fornecedores”. Existem várias pistas e, chegando-se ao fim, vários prémios.

Antes de passar pela capital – onde estavam confirmados 160 agentes -, o roadshow esteve em Coimbra (15 outubro) onde recebeu 65 agentes de viagem e no Porto (17 outubro) com a participação de 160 agentes. As reações têm sido muito positivas a este conceito de roadshow original.

Programação de Réveillon 

O “Mistério das 12 Badalas” serve, acima de tudo, para desvendar a programação de Fim de Ano do operador. Assim, a Soltrópico volta a ter um voo charter para Salvador (Brasil), com partida a 26 de dezembro e estadia durante sete noites. “Salvador vai ficar como uma aposta consolidada da Soltrópico durante o Réveillon”, garante o responsável.

Novidade é a parceria com a Emirates Airlines que irá possibilitar voos para o Dubai e o combinado Abu Dhabi e Dubai. Destinos clássicos da Soltrópico, para fechar o ano da melhor forma, são já:

  • Marraquexe – partidas de Lisboa e Porto, dia 29 de dezembro, para estadia de três noites
  • Cabo Verde – Ilhas do Sal e Boavista – partida de Lisboa a 26 de dezembro, estadia 7 noites
  • Madeira e Açores

A Soltrópico encontra-se a analisar novos destinos para o próximo ano. No entanto, “não vão ser muitos até porque o objetivo da Soltrópico não é ser um operador generalista. Nós queremos ter um portefólio de destinos controlado e ser especialistas no que fazemos e trabalhar os destinos em profundidade”, defende Fernando Bandrés.

Operação condicionada pela saturação do aeroporto

Fazendo um balanço da operação este verão, Fernando Bandrés revela que “ficámos um pouco abaixo das expetativas” face à “retoma de uma oferta no mercado, que nos últimos anos não se tinha verificado, e que este ano voltou”.

O diretor operacional da Soltrópico explica que: “Um dos aspectos que mais condicionou a operação foi a saturação dos aeroportos, nomeadamente, do aeroporto de Lisboa.” Apesar de não ter sido necessário o desvio de operações para o aeroporto de Beja, os dias de operação e horários de partida estiveram muito condicionados.

Fernando Bandrés acredita que a situação irá manter-se em 2019 pelo que “vamos ter de conviver, durante um tempo, com esta situação dos aeroportos”. A Soltrópico aposta em adiantar as contratações das companhias aéreas para assegurar as operações. O operador procura, ainda, manter as operações com partida de Lisboa visto que deslocar o seu cliente, maioria famílias, para Beja não é a situação ideal.