#Sustentabilidade: Um “trunfo estratégico” para o Centro de Portugal

#Sustentabilidade: Um “trunfo estratégico” para o Centro de Portugal

Reconhecido pelo verde da natureza, o ar puro das serras e florestas, a placidez dos rios e regatos, as praias fluviais ou as caminhadas em comunhão com a flora e fauna, o Centro de Portugal ambiciona crescer de forma sustentável e sem pôr em risco os recursos naturais da região. A sustentabilidade é vista, assim, como um “trunfo estratégico” para o Turismo Centro de Portugal, e como uma oportunidade única de fixar população e melhorar as suas condições de vida.

Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal (TCP), não poupa elogios a uma região de excelência para quem procura turismo ativo, trilhos pedestres ou de bicicleta pela Natureza mas não dispensa o património histórico, a cultura e o turismo espiritual. preocupação com as questões da sustentabilidade são uma realidade na região e para quem a visita. Aliás, as principais linhas estratégicas de ação assentam a sustentabilidade nos pilares económico, social e ambiental, baseando toda a ação de promoção, preservação e gestão eficiente dos recursos na redução da pegada de carbono, no envolvimento das comunidades e no desenvolvimento das economias locais.

“As autarquias, associações e empresários do Centro de Portugal perceberam as vantagens de apostarem numa oferta turística com elevados padrões de sustentabilidade”, afirma Pedro Machado, sublinhando que a entidade tem trabalhado para tornar a região “um destino de referência no turismo sustentável”. Aalém de um “trabalho de sensibilização dos parceiros, agentes e comunidades para a importância de posicionar e afirmar a região nesta área” e do apoio a “eventos e iniciativas mobilizadoras e com forte capacidade de comunicação”, a TCP criou um Plano de Atividades que assume como um “modelo de crescimento sustentado e sustentável”.

O Centro é “sustentável por definição” e acessível a todos
Num destino “maravilhoso para quem procura o verde da natureza, o ar puro das serras e florestas, a placidez dos rios e regatos, as praias fluviais e as caminhadas em comunhão com a flora e fauna autóctones”, o objetivo é que todos os que procuram este “turismo ativo” possam desfrutar da região de forma plena.

A TCP apresentou um projeto à Linha de Apoio ao Turismo Acessível, para “qualificar, valorizar e adaptar os Postos de Turismo de Leiria, Aveiro e Coimbra às necessidades dos diferentes públicos, no âmbito da estratégia do Turismo para Todos”, e mantém em conjunto com a Accessible Portugal, a iniciativa AccessTUR. “Trata-se de dar continuidade a uma opção estratégica que a entidade tem vindo a promover como relevante para o desenvolvimento da região há já alguns anos, tornando os destinos turísticos acessíveis para todos, sustentáveis e responsáveis”, explica Pedro Machado.

“Sustentável por definição”, o Centro do País mantém esta premissa como fulcral na sua oferta de destino. “Não há muitas regiões tão preservadas”, defende o responsável, acrescentando que os investimentos devem ser feitos nesta área: “A aposta no turismo sustentável é uma oportunidade real de fixar pessoas e de melhorar as suas condições de vida nos chamados territórios de baixa densidade.” Mas a fixação de pessoas passa muito por se manter fiel àquilo que o destino é e representa pois “ao preservar-se a autenticidade dos recursos, marcas e produtos do Centro de Portugal, ao apostar-se no turismo de natureza e no ecoturismo, ao oferecer-se experiências genuínas a quem nos visita, estão a criar-se condições para que a região seja atrativa e que tenha um futuro sustentável”, conclui.

*Este conteúdo foi solicitado no âmbito de uma reportagem sobre a sustentabilidade nos destinos turísticos nacionais, publicada na edição Ambitur 328.

Rita Inácio