À mesa com… Chef Olivier da Costa

À mesa com… Chef Olivier da Costa

Categoria À mesa com, LifeStyle

Olivier da Costa nasceu em Lisboa, em 1975, onde frequentou o Lycée Français de Lisbonne e, mais tarde, o Polo de Lisboa da Escola Profissional de Salvaterra de Magos. Os primeiros passos na carreira foram dados no Ritz Four Seasons. E entre 1996 e os dias de hoje são já vários os restaurantes que abriu, sendo que o primeiro a ostentar o seu nome nasce em 2000: Olivier Restaurante, que oito anos depois é “transportado” para o antigo hotel Tivoli Jardim, hoje Avani Avenida Liberdade, e passa a chamar-se Olivier Avenida.

Entre 2011 e 2015 abrem o Guilty Avenida, o Yakuza First Floor e o Yakuza Algarve, bem como o KOB Lisboa. E em 2017, a convite da Minor Hotels, abre o SEEN São Paulo, no hotel Tivoli Mofarrej, que marca a internacionalização da marca Olivier, reforçada em 2019 com a inauguração do SEEN Bangkok, no Avani Riverside Bangkok. Este ano também abrirá o Savage São Paulo, o primeiro restaurante do Chef no Brasil. O que faz com que o grupo conte atualmente com seis conceitos diferentes distribuídos por 13 espaços.

O prato preferido… ” Tenho vários pratos preferidos e depende muito da hora do dia e da minha localização. Se estiver num restaurante de frente para o mar gosto muito de comer peixe, por exemplo. Se estou no Brasil, como estive ainda agora, prefiro carne. Se estiver na cidade onde vivo, em Lisboa, tenho de fazer dieta e opto por saladas, pois a comida portuguesa é muito tentadora”.

O primeiro prato que cozinhou… ” Eu fazia muito Carbonara com cogumelos e bacon ou com camarão… para mim, para a família e para os amigos”.

Onde vai buscar inspiração para cozinhar… ” Vou buscar inspiração às minhas viagens. Quando vou a outros restaurantes, pelo mundo, observo e absorvo tudo o que está à minha volta, penso e depois faço à minha maneira, acrescentando um toque pessoal”.

Um restaurante a não perder… ” Neste momento, um dos restaurantes onde passo mais tempo é o Guilty Avenida. Primeiro porque tem as melhores pizzas e os melhores burgers – é indiscutível. Depois porque é um espaço jovem, urbano, moderno, descontraído, trendy, versátil e está cheio de novidades: a partir desta semana, ir ao Guilty Avenida ao sábado é uma experiência tal como ir ao teatro. Temos uma nova parceria com a New Collective, empresa muito reconhecida por eventos como o Revenge of the 90s, que está a criar pela primeira vez e em exclusivo para o Guilty, uma animação muito especial para restauração, cheia de surpresas inusitadas.”

O último hotel onde esteve… “No Tivoli Mofarrej São Paulo. Fui ao Brasil para a celebração do aniversário do SEEN São Paulo e para a apresentação de um novo investimento no mercado brasileiro. Em parceria com a Rappi, empresa especializada em entregas ao domicílio, acabo de levar o Savage para o Brasil, sendo o primeiro restaurante virtual de chef naquele mercado”.

O que não pode faltar numa cozinha… ” Os meus gritos: são importantes para pôr a malta em sentido. Acho que o mais importante é ter sempre ingredientes frescos e de qualidade à mão. A motivação e a inspiração também são essenciais numa cozinha; sem elas não se cria”.

Que ingredientes nunca faltam nos seus pratos… “Gosto muito de usar trufa, vieiras e foie gras. Fui, aliás, o primeiro a trazer esses ingredientes para Portugal, quando ainda ninguém no país sabia o que isso era. E também não prescindo de ingredientes que fazem parte da nossa dieta mediterrânica, como o tomate, o azeite, etc”.

O que não pode faltar a um Chef para ter sucesso… “Trabalho árduo, perseverança, superação e rodear-se das pessoas certas. É importante perceber como o mercado funciona, estudar, absorver o máximo possível de conhecimento e não achar que esse processo está completo, porque nunca está, o mundo está sempre em mudança. Na minha perspetiva, é preciso inovar, surpreender sempre os clientes e encontrar o seu próprio caminho, distinguindo-se dos demais. Depois, claro, é preciso ter boa mão e saber juntar bem todos os condimentos, sem inventar muito”.

O que prefere cozinhar… “Tudo menos sobremesas, não gosto mesmo. De resto, gosto de cozinhar tudo: peixe, carne, massas, entradas… Normalmente, os chefs ou são cozinheiros ou são pasteleiros: acho que as duas coisas não corre tão bem…”

Qual a melhor cozinha para si… “Para mim, a melhor cozinha é a minha: a Portuguesa. Porque é reconfortante, facilmente associável àquele jeito caseiro de que tanto gosto, muito rica e variada em sabores. Permite comer bem, ficar realmente satisfeito no final de uma refeição e isso, para mim, é o mais importante”.

Em destaque…
Olivier Avenida
Localizado no pisto térreo do Avani Liberdade Liberdade, junto à Avenida da Liberdade, este é o mais antigo restaurante da marca. Criado há 11 anos, com um menu de inspiração mediterrânica, desde sempre de destacou pelo espaço e serviço de excelência. É ideal para uma refeição em família ou um almoço de negócios, e conta sempre na carta com um toque “caseiro”, assegura o Chef Olivier da Costa. No Avenida a proposta é uma viagem pelos pratos que o próprio Chef mais gosta, com sabores que o fazem recordar a infância e que adora partilhar com os amigos. Este mês de outubro arranca com uma novidade, para celebrar os dias mais frios: cozido à portuguesa às sextas-feiras.

Este artigo foi publicado na edição 324 da Ambitur.