Rita Marques aponta as principais tendências para “garantir que o futuro do turismo seja melhor do que o presente”

Rita Marques aponta as principais tendências para “garantir que o futuro do turismo seja melhor do que o presente”

A Portugal Ventures colocou, ontem, em debate as “Oportunidades de Negócio e Principais Tendências no Turismo em 2021” e as primeiras palavras ficaram a cargo da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, sobre “a agenda do futuro” e as “tendências do amanhã” que deverão ser uma aposta clara do destino Portugal para sair na linha da frente e “liderar a mudança” no setor. 

Como já, anteriormente, mencionara a Secretaria de Estado do Turismo trabalha “duas agendas” que se dividem entre “cuidar do presente”, isto é, “garantir que as empresas possam sobreviver em tempos extraordinariamente difíceis”, e “preparar o futuro” no sentido de que, acredita, que “Portugal pode assumir uma liderança no turismo do amanhã”.

Rita Marques relembra que as previsões da Organização Mundial de Turismo (OMT) apontam para quebras entre 60 a 70% nos proveitos turísticos globais e, admite, que as estimativas para Portugal ultrapassam agora “as piores previsões”, acima dos 50% de quebras. E por isso é importante “garantir medidas de apoio rapidamente operacionais” e daí também ter sido anunciado o Apoiar.pt, um “programa que ventila apoios a fundo perdido a micro e pequenas empresas”, explica a secretária de Estado.

As tendências do “amanhã”

Sobre a “agenda” do futuro, Rita Marques atenta que “o turismo tem investido bastante no ecossistema empreendedor”, nomeadamente através da Portugal Ventures, sendo que também “o Turismo de Portugal é um participante muito ativo nos fundos geridos pela Portugal Ventures, cuja missão passa pelo turismo”. Já o próprio organismo do Turismo de Portugal tem dinamizado – num investimento de 1,2 milhões por ano – um conjunto de “programas de ignição e de aceleração” e o NEST – Centro de Inovação do Turismo “tem trabalhado muito as tendências sempre em estrita articulação com a comunidade empreendedora nacional e internacional”, avança a responsável.

Entre tendências, a SET destaque aquela que será uma “tendência do amanhã” e que é o green tech for tourism (= tecnologia verde para o turismo). No fundo, para alcançar “um turismo mais verde e sustentável” e perceber “como se pode monetizar estas poupanças associadas às tecnologias verdes” no setor. Rita Marques acrescenta, ainda, que esta tem sido uma “área de muito interesse e investimento por parte do Turismo de Portugal”.

Depois, a stimulance experience que permite a “viagem sem fronteiras” através de soluções digitais e tecnológicas, associadas à biometria, gestão espacial da informação, sistemas de pagamento sem contacto (contactless), etc. Neste campo, a responsável confia que “Portugal pode ter aqui um posicionamento muitíssimo interessante”, até fruto de “recentes investimentos que a Portugal Ventures fez neste âmbito”.

Por fim, Rita Marques partilha o “sonho” de construir o “hotel do futuro” e explica que este é um “projeto enigmático que tem vindo a ser trabalhado” e que, num breve espaço de espaço de tempo, poderá ser concretizado, no sentido de “criar uma unidade hoteleira do futuro ancorada nas nossas escolas de turismo e que possa ser um test pilot para tudo o que são soluções inovadores na área do turismo”.

Assim, a Secretaria de Estado e o Turismo de Portugal têm feito “parcerias estratégicas” com empresas mais ou menos “maduras” cujo desejo comum é “garantir que o futuro do turismo seja melhor do que o presente” do setor e que Portugal possa “continuar a liderar a mudança no turismo”.

Rita Inácio