Turim Hotéis: “O principal desafio é gerir a nossa oferta com poucos clientes e ter uma gestão de custos muito racional”

Turim Hotéis: “O principal desafio é gerir a nossa oferta com poucos clientes e ter uma gestão de custos muito racional”

Categoria Alojamento, Business

Depois de alguns meses de portas fechadas, são já vários os hotéis que começam a reabrir para um “novo” verão. Ambitur.pt está a falar com algumas dessas unidades, que nos contam quais as expectativas que têm para os próximos meses e como está a ser feita esta abertura.

Turim Estrela do Vau

No Grupo Turim Hotéis, a reabertura das 16 unidades que o compõem começou por Lisboa, já no dia 4 de maio, com o Turim Avenida Liberdade Hotel. Uma abertura que teve como sustentação o corporate, com o segmento de mercado maioritariamente de nacionalidade portuguesa, embora também com aluns espanhóis, holandeses, franceses e italianos. Diz-nos Ricardo Martins, CEO do grupo, que os restantes hotéis da capital vão reabrir em função da procura.

Já quanto às unidades do Algarve, mais concretamente em Portimão, o Turim Algarve Mor reabriu a 4 de junho, com clientes portugueses. Já o Turim Presidente e o Turim Estrela do Vau reabrem no mês de julho.

Por fim, também o Hotel Club d’Azeitão, na Serra da Arrábida, e o Turim Santa Maria Hotel, no Funchal, reabrirão no decorrer do mês de julho.

Segundo o responsável, a maioria das reservas em carteira, efetuadas até 15 de março e com entradas até finais de julho, foram canceladas. E, para os próximos meses, tudo depende da retoma do espaço aéreo e do restabelecimento da «confiança» dos clientes, admite. “São dois fatores que não podemos controlar”, explica o gestor hoteleiro, acrescentando porém que “tudo aponta para que o ritmo de reservas seja de forma muito lenta e apenas em 2021 se preveja o início de alguma normalidade turística”. Ricardo Martins esclarece que, neste momento, as reservas dos operadores turísticos tradicionais estão estagnadas, e o mercado está “dependente do negócio online e venda direta”.

Com este cenário em mente, o CEO do Grupo Turim Hotéis não hesita em frisar que “o principal desafio que temos pela frente, para ultrapassar esta fase, é gerir a nossa oferta com poucos clientes, comparativamente a períodos homólogos, logo com muito menos volume de negócio, bem como ter uma gestão de custos muito racional e pragmática”.

Neste momento, e com a reabertura das unidades, o Grupo Turim Hotéis reforçou os seus protocolos internos de higiene e proteção individual, alargando o espectro de atuação da Academia Turim e dos seus procedimentos de Health & Safety, incluindo todas as medidas do selo Safe & Clean do Turismo de Portugal, bem como todas as orientações da DGS e da OMS. “Tem sido bastante fácil passar estas novas regras de conduta para os nossos clientes”, refere Ricardo Martins, até porque “existe já uma consciencialização da sociedade, em geral, das normas exigidas nos espaços públicos e privados, ou seja, todas estas regras de conduta, tais como, o uso obrigatório de máscara, o distanciamento social, a etiqueta respiratória e a higienização das mão, já fazem parte desta nova realidade, do nosso dia a dia”.