Turismo Centro de Portugal apresenta Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030

Turismo Centro de Portugal apresenta Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030

Categoria Advisor, Associativismo

O Turismo Centro de Portugal (TCP) apresentou hoje, em Lisboa, o seu Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030 e Plano de Marketing, com o apoio da Deloitte. A Ambitur.pt esteve presente e revela-lhe alguns pontos da estratégia turística da região Centro para os próximos 10 anos.

Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, começou por explicar que a entidade decidiu rever a sua orientação “por força das mutações que se fazem sentir e daquilo que nos parece ser o ajustamento que os destinos e as regiões têm que fazer”.

Entre 2014-2018, a região Centro registou um crescimento turístico na ordem dos 51,6%, “praticamente dois dígitos acima da média nacional (38,9%)”. No entanto, o presidente assegura que “não olhamos para esta cifra, nem nos acomodamos a ela, no pressuposto de que vai ser sempre assim”.

Além disso, Pedro Machado considera ser importante ter um “referencial estratégico daquilo que vai ser o posicionamento, a ambição, o modelo de governança” do Turismo Centro de Portugal” que, por vezes, “alimenta e justifica investimentos que queremos que sejam feitos na região”.

Já a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, deixou uma nota de agradecimento pelo trabalho feito pelo Turismo Centro pois “a região Centro contribuiu para o sucesso do setor do turismo, se calhar não da forma como gostaria, mas em boa verdade contribuiu de uma forma muito sólida”, pelo que conta com este contributo do Centro para “atingir o nível de excelência no turismo como um todo”.

“Nós precisamos de regiões como o Centro, com este sentido de visão, com esta boa governança, com este sentido de missão e de ambição para podermos chegar mais longe”, explica. “Temos os instrumentos e as pessoas certas para levar avante este projeto, para que o Centro possa crescer, mas  crescer também em comunhão com as outras regiões para que o turismo seja um setor de excelência”, termina.

Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030

A Deloitte procurou, primeiro, fazer um levantamento daquilo que são as tendências do setor e chegou à autenticidade, personalização, utilização da tecnologia, bleisure, sustentabilidade, economia da partilha, smart destinations, novos segmentos (turismo sénior e acessível), novos hábitos (saúde, bem-estar) e novos conceitos de luxo (contacto com a natureza).

O Plano Regional de Desenvolvimento Turístico do Turismo Centro de Portugal tem a seguinte visão: “Ser reconhecida como entidade precursora do desenvolvimento turístico integrado da região Centro, reafirmando a proposta de valor do destino na era digital, alicerçado na valorização dos recursos humanos, na consolidação das condições de sustentabilidade, de acessibilidade e de dinamização dos seus ativos estratégicos e dos seus produtos endógenos, em articulação com as comunidades regionais e locais, garantindo o compromisso com os resultados através da preservação da autenticidade, das pessoas, do território e do sucesso dos seus agentes económicos.”

Para os próximos 10 anos, o Plano foi traçado a curto (2020), médio (2023, fim do mandato) e longo (2030) prazo com as seguintes metas: aumentar o número de dormidas – 13,2 milhões em 2030, aumentar a estada média com um crescimento anual de 0,5% – 1,85 dias em 2030, aumentar a taxa líquida de ocupação-cama – 34% em 2020 e 27% em 2030 e aumentar o RevPar – 26 euros em 2020 e 35 euros em 2030.

Os pilares estratégicos também sofrem alterações, em relação a 2019, com o acréscimo de um novo pilar:

  • Cultura, História, Património e Gastronomia e Vinhos;
  • Natureza, Wellness, Turismo Ativo e Desportivo e Mar;
  • Lifestyle, Inspirational e novas tendências;
  • Turismo Espiritual e Religioso;
  • Turismo Corporate e Empresarial.

Outras apostas são a capacitação e valorização dos recursos humanos, a conetividade, as acessibilidades (transporte), a coesão territorial e a cooperação transfronteiriça com a “vizinha” Espanha, nomeadamente, com a Extremadura, Castela, Leão e Galiza.

Rita Inácio